Textos



No futuro, Oriente já não será Oriente, nem Ocidente será Ocidente. A Terra se convertirá em uma Aldeia Global, um pequeno espaço onde desaparecerão todas as diferenças. Então, por primeira vez, terá lugar uma grande síntese, a maior jamais vista, onde já não se pensará de forma extremista, onde já não se pensará que se te diriges ao exterior, se vás buscando conhecimento, estarás perdendo suas raízes espirituais; ou que se estás realizando uma busca espiritual, estás perdendo suas raízes no mundo, no reino científico. Ambas coisas podem coexistir, e, sempre que isso ocorre, o homem tem ambas asas e pode voar o mais alto possível.

Osho (Amor,Liberdade,Solidão: pág.54)

Visite a página dos Amigos do Osho , é uma liiiiiiiinnnnnnnnnda página.


sarvesh - 31/05/2004 16:21:14
Boiando nas montanhas galegas

Uma maravilhosa espiral de perigos. Debaixo dos sons de liquidificadores perdidos em caixas suadas, as buscas, tao diferentes, se encontram - aparentemente no mesmo lugar. Aquela busca e essa busca. Ao princípio: vergonha. Ou susto. Um sentimento sem forma, uma dúvida -- incapacidade ou risco? -- Já sabendo que nao haverá resposta, porque fora, nao há resposta possível... e dentro ... dividindo a merenda, presenteando antes do natal, recorrendo os escobros das ruas da cidade velha, escondido nos olhos da feiticeira, da Sá Luíza, da lua, da vida. Maravilhas, as ondas dos mares, os cheiros dos ventos, diferentes luzes, de janelas de outros lugares. "Home! We have no home!"

Muitos mestres minguam mangas na maca da mandioca

Muitos mais visitam casas e abrem portas

hahahahaha

açúcar é veneno

assim como...

sarvesh - 29/12/03 18:34:12
hoje

aprendendo construçao, destruo velhas verdades. nunca melhor que o cimento e o tijolo. sol e ondas. águas vivas. o fogo funde o sol no céu. as maos crescem e endurecem. o coraçao bate tranquilo. simples e rindo dos equivocos.

sarvesh - 26/07/2004 17:34:56


sempre depois da tempestade vem a bonanza? e qual é a verdadeira tempestade, a tempestade ou a bonanza? de repente aqueles cacos que estavam em pleno ar agora estao quietinhos, caídos e silenciosos. Todo o desespero ou a vertigem de estar na beira do abismo, agora parecem algo distante, uma febre passageira, um momento para ser esquecido. ufa, que 'sorte', nao foi desta vez que eu caí. a morte foi empurrada para outra ocasiao, afinal, o passado está lá atrás onde eu o vejo e o futuro , tao presente, governa as açoes (principalmente na bolsa de valores :D). Paciencia? Satisfaçao? Preguiça? Talvez o único que falte seja um pouco de silencio...

sarvesh - 25/05/2004 15:19:23
No caminho para Ourense

Pobres pedras, guardando a poeira do caminho. Os novos moinhos de vento debatem na cima da montanha se nos deixam passar ou nao. Jovens postes, testemunhas anonimas dos altos valores deste tempo, nem oscilam quando passa o vento, apenas erguem sua carga, como lavadeiras que estendem lençóis molhados no quintal.

Todo o panorama está ferido de estradas e numa delas este veículo navega solitário.

Atrás das cercas verdes de metal frio: árvores sem folhas, mato seco, rastros de avioes passados, sol que ilumina mas nao esquenta, quebra-cabeças de meninos crescidos, muito ferro fundido e torcido, garrafas quebradas e cabeças grisalhas.

Pequenos muros com micose de vida e telhados limpos na Viana do Bolo. Escondido atrás do trator verde de rodas amarelas: disco-pub Galáxia.

sarvesh - 24/12/03 15:09:23
ah o mar

hoje eu me deixei assustar
hoje o mar me mandou uma mensagem de humildade
ou talvez de orgulho
hoje o dia, largo, numa praia escondida, de pedras, penhascos, e o mar azul enorme fundindo com o céu.


sarvesh - 24/06/2004 18:33:07


num onibus em direcao a Galicia;-) vou ver o atlantico! Oba!
Croisants com chocolate, lisergico como um beatnik do futuro... empazinado alegre e sorridente! Faltam 5horas de viagem! Maravilha!

sarvesh - 23/12/03 8:13:28


Redes sao cabos cruzados por todos os lados. Sinapsis imitadas. A força dos desejos. Redes sao camas que vem com o balanço incluído. Ao olhar pelo buraco da rede, vejo outra rede. Redes cobertas de redes.

sarvesh - 22/12/03 0:22:14


Um croche planetário...
dobro a esquina de lendas desconhecidas
compartilhando com os amigos, aplausos no cinema.
outras vezes entro em cabines estranhas,ouço vozes e me acalmo.
numa volta pelo bairro posso compreender a distancia dos versos.
E do reverso.
Aguardo ferver a água para o chá, e nessa quase espera, me encontro.
Sou palavras numa noite entre o sono e o querer dormir.
Sou barulho só.


sarvesh - 22/12/03 0:08:47
listando o planeta I

o final da onda
golpes de nada ao amanhecer
ferrugem e frio
chuvas idas no corrimao do navio
poeira debaixo dos dentes de barro
minhocas na horta
orelha que sai
de uma agenda do ano passado
horarios de onibus
tampa de caneta
sa mam baia
gota de orvalho
em uma montanha de faísca
sol nascente
neve
metal congelado
microondas
florestas de antenas
meio fios
fios no meio de tudo

feijao
farinha

sarvesh - 20/12/03 21:44:18
O primeiro presente - ou - Primeiro o presente

Bom, vamos ver o que se pode fazer em um computador onde nao funcionam algumas teclas...

o tempo vai fazendo cabriolas, e eu cambalhotas nas voltas do tempo. Hoje um amigo me deu um presente inesperado. Me comunicou seu estado de espírito, e se encontrava em paz. Que bonito ouvir-lo. Faço votos de que ele também estivesse ouvindo-se. Tenho me surpreendido com as pequenas peripécias da vida. Minhas plantaçoes estao germinando e é bonito ver os brotos lutando para tocar o céu. Atravessando portas estou deixando de lado o travesseiro por travessuras. Ando por essas ruas distantes e vejo pessoas bonitas.
Agora me ocorreu que esse texto é piegas e que a turma do under ground nao vai gostar nada:-)
Mais e mais a serenidade me distancia do texto ' rebelde' e vou me aproximando da rebeldia de uma samambaia - estarei transformando-me em um ser planta? Bom, perdi o fio, ...
Muito grato!

sarvesh - 20/12/03 21:10:11


Estou orgulhoso de estar aqui, nessas palavras em um portugues cada vez mais provisório. Às vezes faltam acentos, porque nos cafés cibernéticos os computadores sao descuidados. É um mal menor. Agradeço o entendimento e me disponho a aclarar qualquer equívoco verbal. Tenho desenvolvido minha escrita numa direçao duvidosa. Trabalho a mesma matéria com duas ferramentas de diferente procedencia. Vamos jogar a ler.
Agora vejo que se parece a um muro pichado, essa página. Faço votos de que quem a leh possa ser o gato que olha através do muro. Porque um dia eu ouvi que "o beco é sem saída, mas o beco é enorme."

sarvesh - 18/12/03 12:08:19
muitomulto

quanta impressao de que nas ruas, algo nao se movimenta. quanta impressao de que o começo e o final se tocam tanto que é normal. quanta impressao, enquanto os cachorros da cidades fumam nas esquinas enquanto seus donos compram os jornais, ou na roupa estendida nas janelas e as janelas estendidas nas roupas. olhos biscos na praia. olhos biscos da gaivota que paira. um copo de papel no chao da praia, do lado do lixo. um corpse de papel. no chao da praia a água se ersfrega e chirria. papagaios, papagaios, papagaios.

sarvesh - 18/05/2004 18:52:29
Apenas anoto

apenas desenhos isolados, misturando idiomas como rios que se encontram em direçao ao mar. Lá, lá, lá, lá! Alguns sinais e notas numa trilha no fim de noite perdidos no interior. A perdiçao do interior está na festa da viagem. Apenas algumas lembranças de viagem. Como daquele lado onde pairavam corvos estranhos, enquanto a neve ria de mim quase no final da escalada. Puxa vida! Na mancha do sorriso da neve estava o sol da primavera, este que agora vejo nao na janela, na praça. Este sol daquela praça. Agora que estao soltos os cintos de segurança. Agora que as represas desbordantes nao servirao para nada. Em palavras pequenas de textos curtos. Presença ou nao.

sarvesh - 18/05/2004 17:55:42
A paz

hoje participei de uma manifestaçao contra a guerra, aqui em Valencia. Nao imagino qual a repercussao que este tema está tendo no Brasil, afinal por aí segue a guerra contra a fome e a miséria. Por aqui, a classe média insiste em fechar os olhos para o perigo iminente de uma grande guerra. Em março haverao eleiçoes por aqui e os eleitores, desmoralizados pelo fato de nao querer votar em ninguém e de terem a estranha sensaçao de que ainda que votassem na oposiçao, a direita daria um jeitinho de estar no poder, fingem viver a vida como sempre. A subida do Euro junto com o boom que há por aqui da especulaçao imobiliária (Valencia é uma cidade com dois terços de suas casas desocupadas, mas as construtoras seguem construindo por toda parte e os jovens pagando hipotecas que os deixam a merce do governo, quem controla os juros)transformam o ambiente economico em um caos que se pode comparar a quebra da bolsa de NY de 1929. Enfim, hoje vi uma manifestaçao onde famílias enteras, desde crianças a velhos iam mostrar para si mesmo que estao fazendo algo por uma vida melhor, com todos os equivocos esperados, como marchinhas que pregavam o ressentimento contra os EEUU e outras confusoes, corroboradas pela midia alternativa, enquanto a midia oficial é algo assim como uma mula cansada. Na manifestaçao , como em muitas outras , ouvi muitos naos a guerra e poucos sins a paz

sarvesh - 15/02/04 20:34:34


¿Quao longe pode ir o ego? :)

sarvesh - 11/05/2004 16:31:27
Marx, o Groucho

é a única alternativa viável para os meus amigos aborrecidos, que já buscaram a fama e a fortuna nos segredos de todos os pensadores e filósofos (que nao sao o mesmo como parece) do mercado. Recomendo Groucho Marx como uma vovó que oferece biscoitinho com café com leite, ou como a aeromoça que sorri e pergunta se tudo vai bem -- se alguém conhece alguma aeromoça dessas por favor diga-me onde porque até hoje eu só vi aeromoças impacientes que quase te enforcam quando voce pede outro copo de água depois do jantar. Bom , eu estou generalizando né, é que a última viagem de aviao que eu fiz foi pra Moscow :) . Voltando ao Marxismo do Groucho, é sem dúvida o melhor, ou pelo menos o mais engraçado. Ele no lugar daquela aeromoça, como mínimo te daria além do copo de água dois ovos cozidos... em lugar de dois poe tres. tudo isso acaba em que o princípio segue vivente, a alegria é a prova dos nove!

sarvesh - 11/02/04 13:31:23
Osho

Osho é um dos mais conhecidos e polemicos gurus da década de 70. E digo é, porque suas palavras estao bem vivas. Às vezes busco recordar a mim mesmo, através de sua fala. www.osho.com

sarvesh - 10/03/04 15:49:08


Todas as palavras estao aí...


No dicionário. O mestre dos mestres! Todas as soluçoes acompanhadas dos seus respectivos problemas. Diferentes pontos de vista sobre qualquer tema.
Nesse novo ano - que bobagem - podemos elegir o que dizer e o que calar. Podemos semear palavras e colher a realidade. Assim todas as pessoas felizes tem caminhado pela vida, regando umas, arrancando outras.
Resulta que o melhor sólo para palavras é o silencio, e cada dia é mais difícil encontrar silencios férteis. Podemos adubar frágeis silencios com o sorriso salgado das ondas do mar ou com a serena luz das estrelas.
Podemos enriquecer silencios fracos com humildades em orvalho e fortalecer a plantaçao dos jardins do nosso vocabulário com o sol dos que em silencio, nao calam.

sarvesh - 10/01/04 18:46:53

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