Textos
Vaidade
A vaidade tomou meus braços
na hora perdida do tempo
trazendo festa, valentia e confusao
eu andando assim
no fuso da paixao
sou aquele aprendiz louco
aquele saltimbanco torto
aquele coraçao
fiz sanduíches de saudades
pra vender na praia da preguiça
isso resultou na 'fealdade'
na idade da vitória vista
há que descobrir ainda tarde
pela senda borbulhante da tristeza
um verso, um gesto, uma bobagem
um distraído toque da beleza
sarvesh - 24/12/03 15:17:24
Dallaire
fiz o meu primeiro samba em castellano! Desculpem os erros de portugues :)
cham cham cham cham !!!
yo no quiero estar en la piel
del comandante Dallaire
yo no quiero estar muy cerca
cuando los callados hablen
yo no quiero hacer cohetes
pues ya no voy a la luna
quiero una casita chica
al lado de una laguna
pra viver on mi amor
cultivando sonrisas
y en las estrellas nocturnas
desvelar musas indecisas
pobrecito del romeu
no quiere jugar a lucha
descobrió que en Ruanda
su Julieta es flacucha
su honor halló la muerte
la pasión de un soldado
mientras el mundo cobarde
le miraba deste lado
ironia o desatino
mentir tiene pierna corta
olvidarse de uno mismo
tan acostumbrada conducta
todos vamos ilusionados
como el pobre general
escondendo nuestras misérias
en el juego del bien y del mal
sarvesh - 22/04/2004 13:55:02
nao sigo o caminho dos antigos
busco o que eles buscavam
sarvesh - 22/04/2004 13:53:20
Debaixo da pele apenas um suspiro me confete.
Debaixo da pele apenas um suspiro me confete. Descanso nos ossos dos outros. Peço licença poética para vagabundear pelos ofícios. Todo segundo é pouco. Porqueira paira por aqui. Perece. Merece a pressa na argamassa. Paredes construídas, rostos pelados, pelancas. Antes de que termine o gemido ou a gemada, uma reflexão com fuso. O mesmo fuso que adormeceu o belo. Será que há tanta gente de olhos fechados às maravilhas deste mundo? Parece parede a rede. Rebelde bebe de si como criança recém nascida pedindo beijo. Tantos panfletos que perseveram, que persevejo.
Enfim, eu voltei pra rede, como se fosse baiano. Com vontade de conversar. Agradeço a oportunidade e ofereço essa página àqueles que entre todos mantiveram a panela de pressão sem explodir: Renato Aragão, Grouxho Marx, Jorge Mautner, Michael Jackson, Adoniran Barbosa... eu poderia citar nomes...
Pouco a pouco vou reconstruindo esse espaço. Agradeço e convido a todos os colaboradores que estiveram presentes na versão anterior dessa página: Renato Negrão, Augusto de Castro, Makely (seja Kalo, seja Aquele, seja Cristo, seja Antonio Conselheiro,...)e Sergio Borges entre outros... e todos que queiram colaborar nessa página teia de idéias, idéias a flor da pele, idéias a flor, idéias a.
Vamos propor, já que temos tempo.
sarvesh - 19/12/03 21:30:00
Todavia há um fio de barba perdido nas ondas do mar. Mesmo depois de jantar, a presença boa da manhah nos acompanha. Debaixo dos nossos sovacos reposam bactérias que gostam de tomar banho. Nossos soluços sao por pouca água e os sorrisos sao nossas flores instantaneas para os dois lados, quando atravessamos a rua.
Toda a letargia do mundo nao nos é indiferente, entretanto procuramos reservar um cantinho escuro onde dormir, agasalhados da chuva de sons e luzes, das saraivadas de desejos, das chusmaradas de confusao. Nesses momentos, desde o nosso esconderijo, nos dedicamos a rir de nós mesmos. Ela é o raio de sol que eu buscava e eu o relámpago que trilhou seu caminho. Agora juntos, sol e relámpago, em busca do infinito. Como dois calbóis sem cueca, duas marujas sem moedinhas.
sarvesh - 18/12/03 12:10:04
nós nos nossos olhos no nada
nomadas nada m nos nossos olhos
nos sós olhos
sarvesh - 18/05/2004 18:52:29
O D A n i
Daniluminaçaoooooooooo
Ilusión
Valentía
Intrepido
Eterno
Risas
Ternura
Experimenta
Tanto
Existiendo
sarvesh - 18/02/2005 17:22:15
devaneiamos
ergo o copo de vinho e brindo. brindo pelos amigos presentes e pelos amigos de sempre. brindo olhando nos olhos do homem de cabelo de lobo e dentes cínicos. o homem me ve e sorri. Extasiado. me levanto e peço licença para nao despertar fealdades. convites nao faltam. convites nao faltam. hoje eu iria dormir numa casa alheia onde eu foiaria com uma amiga assustada, escondidos de baixo das mantas, do lado das almofadas, sem mofarnos de nada, perseguimos a distancia.
ergo o copo de leite de soja com café de cereais e toco com o silencio do brinde o outro copo de vinho. algum vinil se arranha e um menino desamparado, devaneia sobre onde se encontra a televisao, enquanto há televisao tudo bem. o menino ergue o copo de guaraná e se encontra com o brinde do outro foiando e olhando pela janela, na escuridao tao perto e tao longe flocos de neve anunciam uma possibilidade arrepiante de passado, tudo passa tao depressa, menino, rapaz, moço, colega
sarvesh - 11/11/2004 1:09:44
Hai Ku
ume sakedo
uguisu nakedo
hitori kana
Flora el ciruelo
y canta el ruiseñor,
pero estoy solo.
sarvesh - 03/06/2004 19:31:12
Hai Ku
umi kurete
kamo no koe
honoka ni shiroshi
Noche marina:
la voz del pato
es vagamente blanca
sarvesh - 03/06/2004 19:31:12
Hai Ku
ochi kochi ni
taki no oto kiku
wakaba kana
Acá y allá
escuchan la cascada
jóvenes hierbas
sarvesh - 03/06/2004 18:18:07
Hai Ku
chiru hana o
oikakete yuku
arashi kana
Va persiguiendo
pétalos de cerezo
la tempestad.
sarvesh - 03/06/2004 18:18:07