Textos
No
futuro, Oriente já não será Oriente, nem Ocidente será Ocidente. A Terra
se convertirá em uma Aldeia Global, um pequeno espaço onde desaparecerão
todas as diferenças. Então, por primeira vez, terá lugar uma grande síntese,
a maior jamais vista, onde já não se pensará de forma extremista, onde já
não se pensará que se te diriges ao exterior, se vás buscando conhecimento,
estarás perdendo suas raízes espirituais; ou que se estás realizando uma
busca espiritual, estás perdendo suas raízes no mundo, no reino científico.
Ambas coisas podem coexistir, e, sempre que isso ocorre, o homem tem ambas
asas e pode voar o mais alto possível.
Osho (Amor,Liberdade,Solidão: pág.54)
Visite a página dos Amigos do Osho , é uma liiiiiiiinnnnnnnnnda página.
sarvesh - 31/05/2004 16:21:14
O Batman saiu da batcaverna
O Batman saiu da batcaverna e prepara um bat assalto ao posto de gasolina. O sorriso do meio dia brota na ponta dos dedos e faz cosquinha. De repente, um sonho submerso, quietinho, aparece na sala, liga o som e ouve a mesma música 18 vezes. Mas o Manoel é mais sábio: "Bicho acostumado na toca encega com estrela". Seja o que for, bem-vindo ao mundo. Samambaias são realmente selvagens e eu também. Só que eu uso o computador. Abraço bão, Tati
sarvesh - 30/12/03 13:07:20
Agua 3
SAMWU General Secretary Roger Ronnie, commenting on the promises of a better life for workers and communities from South African Suez subsidiary WSSA after it took over plants at municipalities in Fort Beaufort, Stutterheim, Queenstown, Cape Town and KwaZulu-Natal in the mid 1990s: “This promise has proved to be a lie. Services to communities have become worse. The costs of water services have increased. The company promised workers at these plants that their lives would be better than at the council. Now the company wants the workers to accept a lower increase than council workers. Lower paid workers received and increase amounting to R210 per month. WSSA wants workers to take home an increase of R170” (“South Africa: SAMWU water workers national strike”, SAMWU, October 15th, 2001)
sarvesh - 30/03/04 16:57:49
Água 2
Gerard Mestrallet, CEO of Suez:
“Water is an efficient product. It is a product which normally would be free, and our job is to sell it. But it is a product which is absolutely necessary for life.” (Suez Profile, Gil Yaron and Nicole Rycroft, for the Polaris Institute www.polarisinstitute.org)
sarvesh - 30/03/04 16:56:26
Água
Com tantos acontecimentos uma notícia importante passou desapercebida e só agora volta a emergir. A coca-cola estava vendendo água da torneira como água mineral na Inglaterra. Essa notícia me chamou a atençao para o fato de que é preciso estar atentos sobre que água se está consumindo. E quem cuida essa água.
sarvesh - 30/03/04 16:39:02
Boiando nas montanhas galegas
Uma maravilhosa espiral de perigos. Debaixo dos sons de liquidificadores perdidos em caixas suadas, as buscas, tao diferentes, se encontram - aparentemente no mesmo lugar. Aquela busca e essa busca. Ao princípio: vergonha. Ou susto. Um sentimento sem forma, uma dúvida -- incapacidade ou risco? -- Já sabendo que nao haverá resposta, porque fora, nao há resposta possível... e dentro ... dividindo a merenda, presenteando antes do natal, recorrendo os escobros das ruas da cidade velha, escondido nos olhos da feiticeira, da Sá Luíza, da lua, da vida. Maravilhas, as ondas dos mares, os cheiros dos ventos, diferentes luzes, de janelas de outros lugares. "Home! We have no home!"
Muitos mestres minguam mangas na maca da mandioca
Muitos mais visitam casas e abrem portas
hahahahaha
açúcar é veneno
assim como...
sarvesh - 29/12/03 18:34:12
Anteontem eu revi o filme Bowling for Columbine, do dir. Michael Moore. Nos 'extras' do filme vinha uma entrevista com ele em Londres, onde ele afirmava fazer parte de uma maioria norte-americana que nao estava a favor da guerra e que nao estava a favor inclusive do presidente eleito. Agora estou dando uma olhada na página de Michael Moore e quero transcrever o que ele disse ao receber o Oscar:
On behalf of our producers Kathleen Glynn and Michael Donovan from Canada, I'd like to thank the Academy for this. I have invited my fellow documentary nominees on the stage with us, and we would like to - they're here in solidarity with me because we like nonfiction. We like nonfiction and we live in fictitious times. We live in the time where we have fictitious election results that elects a fictitious president. We live in a time where we have a man sending us to war for fictitious reasons. Whether it's the fiction of duct tape or fiction of orange alerts we are against this war, Mr. Bush. Shame on you, Mr. Bush, shame on you. And any time you got the Pope and the Dixie Chicks against you, your time is up. Thank you very much.
Michael Moore
A página é
http://www.michaelmoore.com
sarvesh - 29/12/03 17:39:01
BEM VINDO
sarvesh - 28/05/2004 16:18:12
Gente de AgoraArtista plástica galega, estudante de fotografia na beira do mediterrâneo, fala de amor, arte e milho com suco de maçã.
O que você acha da poesia?
A poesia, para mim, é um método de comunicação-reflexão
sobre a vida.O que eu mais gosto nela é esse espaço de intimidade
que ela dá para que você esteja com uma parte de você
mesma. As palavras liberam suas reflexões, ainda que estas sejam
alheias as do poeta.
E os poetas?
São gente com uma necessidade de expressar-se. O fato de que escolham
a linguagem como meio de comunicação na minha opinião,
os converte nos mais intelectuais dos artistas. Estão utilizando
um meio com um monte de normas estabelecidas, com significados muito concretos,
é uma forma muito mais limitada em princípio, é um
método menos intuitivo, mais direto, com menos espaço, e
a meu ver, também mais complicado.
Para você, qual é a coisa mais maravilhosa nessa vida?
O amor, quando amas és feliz e não me vem nada melhor.
Que relacão têm a cerâmica, a fotografia e o vídeo?
Como a poesia, são meios de expressão, depende do que queira
comunicar, pode fazê-lo de uma forma ou de outra.
E que relação há entre o suco de maçã
e os copos de milho?
Os dois nascem, crescem e eu os como.
Como vai o mundo em sua opinião?
Vai... Eu acho que não verei mas, depois de quebrar-se todo, renascerá
em algo melhor. Não somos temos que estar aprendendo o pelo menos
teremos a consideração de nos extinguir.
Me conta uma piada?
Vai um caracol e derrapa.
Como você é artista plástica?
porque não poderia fazer outra coisa, a vida vai me enchendo de
coisas, é minha forma de as assimilar e soltar, desfruto quando
o faço.
sarvesh - 28/05/2004 15:50:35
Gente de AgoraUm programador uruguaio estudando as leis de trânsito em Espanha pouco antes de ir a Suécia, que tal?
Porque você se dedica a estudar as leis de trânsito?
Porque a linguagem me parece poética.
Pra você, qual é a coisa mais maravilhosa dessa vida?
4 coisas> o amor, o patê de abóbora, a calda de um cachorro
contente e o fato de que os elefantes tenham os pés redondos.
O que você acha da música?
A música é para mim como a água é para o deserto.
E os computadores e a programação?
Muito entretenido em ocasiões. Ë uma história bastante
digital.
E a TV?
Serei honesto. As vezes a TV me cativa por horas, mas eu não gosto
muito. Na realidade é uma coisa totalmente quadrada.
Como vai o mundo, em sua opinião?
Eu acho que o mundo está tonto de tanto girar.
Se você estivesse diante de uma câmera conectado a todo o
planeta em horário nobre, o que você diria?
Por favor, apaguem a TV.
sarvesh - 28/05/2004 15:50:35
Gente de AgoraUm jornalista independente, que toma granola com chocolate antes de dormir e chama de café da manhã, viaja pela costa de Espanha de moto e está de olho na não ação...
O que
é o silêncio?
Acho que o silêncio é algo impossível para os seres
humanos.Quando se fecham os sentidos ao que há fora, estes se focalizam
ao interior e outro mundo de sensações e sons nos aparece.
O movimento, a mudança, as vibrações, são
a expressão da vida e essa produz sons, que depois poderíamos
valorizar e considerar como ruído ou melodia. O silêncio
que podemos experimentar quando calamos é só aparente, tanto
que a mente, as emoções, os desejos, os temores, o corpo,
e o próprio planeta, com seu vento, seus seres e sua energia, produzem
estímulos sensoriais, uma espécie de som, ou pelo menos,
algo que rompe o silêncio.
Diga-me o nome de três repórteres que você gosta.
É uma pergunta difícil numa época em que o jornalismos
é uma das profissões mais servís e medíocres.
Por outro lado, o jornalismo é um trabalho com limítes muito
nebulosos. Quem é realmente repórter? Sem analisar as características
dessa labuta, creio que há três repórteres interessantes,
entre muitos outros, Gabriel Garcia Márquez, Ignacio de Ramonet
e Mumia Abu Jamal. Gabo representa a união do jornalismo com a
vida, com a realidade mágica e cotidiana, com a paixão e
o aprendizado voluntário. Ramonet representa para mim a análise
e o conhecimento racional e profundo dos acontecimentos, assim como a
valentia de ir a raíz, as causas e os porquês. Mumia é
o compromisso dos desherdados consigo mesmo, como pessoas, como culturas,
unidas a terra e ao povo. Também é um aviso de que a liberdade
sempre custou caro. Galeano, Salgado, Cappa e tantos outros jornalistas,
fotógrafos, documentalistas que unem seu trabalho ao mundo e não
só a ser uma engrenagem de uma máquina que não sabem
nem para quê funciona.
Qual é a coisa mais maravilhosa dessa vida?
Sentir que você está unido, conectado ao mundo, a gente.
EStar no ritmo da natureza da terra e de si mesmo. Sentir que há
confiança, amizade, amor em cada passo que você dá
por onde quer que ande. Sentir-se com raízes em qualquer lugar
e com qualquer pessoa. É daqui que tudo e sem essa base todas as
belezas e talentos da vida não podem ser mais frágeis que
plantas que se estiram até cair.
Na sua opinião como vai o planeta?
Penso que o planeta vai pior que nunca na história da humanidade.
No plano físico, os riscos que o desenvolvimento tecnológico,
industrial e militar correm, permitem a realização do apocalípsis
pela primeira vez na história. Os danos ao planeta e aos seres
humanos em termos de contaminação, alteração,
guerra, pobreza e doença, são os mais grandes da história.
A nível mental, a alienação e submissão da
população mundial é quase total. A nível emocional,
o primeiro mundo vive na permanente hipocrisia e depressão. Tudo
isso sustentado pelo maior império da humanidade, com os conhecimentos
científicos de controle mais desenvolvidos possíveis. Visto
assim, o panorama não é o melhor. Mas também, nada
é eterno e também há signos positivos. Estamos em
uma contagem regressiva.O desenvolvimento da ciência e das comunicações
nos permite pela primeira vez conhecer todos os erros e os acertos de
todas as épocas e todos os lugares. Temos pela primeira vez a capacidade
de aproveitar todas as sabedorias ou queimar-las. A mestiçagem
é a outra cara da globalização, mas o dilema é
se as culturas e o conhecimento milenário se perderão em
aras de uma monocultura ocidental ou as sabedorias se contagiarão
e multiplicarão. A nível individual , por exemplo, existe
a possibilidade de uma liberdade e margem de manobra como nunca antes,
mas o importante é ver se todos nos unimos para dirigir o rumo
dos povos e da humanidade em outra direção.
Qual é a relação entre comunicação
e liberdade no mundo de hoje?
No mundo atual se dá um fenômeno que dirige as vidas das
pessoas, a existência de um mundo virtual criado pelos meios de
comunicação de massas. Este mundo parece mais real e crível
que o mundo real e a maioria das pessoas confiam nesse mundo virtual.
o problema dessa fantasia, é que não é a criação
voluntária da humanidade, senão que está em mãos
de estados e empresas, ou seja, dos poderes estabelecidos. Todo mundo
está feito por e para servir os interesses do poder e graças
a sua efetividade, controlar e dirigir os desejos e os temores da humanidade.
A alegria, o medo , a tristeza, o ódio, os sonhos, tudo isso está
programado por um sistema opressivo que se baseia na ilusão da
liberdade. Exemplos no cine e na literatura, aparte de estudos científicos
há um montão, o mito da caverna, Matrix, 1984, O Admirável
Mundo Novo, os escritos de Chomsky, Ramonet, Parentti, etc...
Por isso, na luta pela liberdade, a recuperação dos meios
pela gente normal, a gente a pé, é básica. A democratização
dos meios é a chave, porque os interesses das pessoas chocam com
os interesses do poder e por tanto os meios das pessoas falarão
de um mundo diferente ao mundo virtual do poder. E a simples existência
de vários mundos em conflito já abre as portas para o debate
sobre a liberdade. A luta pela liberdade nessa época, começa
pela liberdade de pensamento e de informação e expressão,
que são direitos que na prática estão desaparecidos,
são o embrião de qualquer vida nova que possa surgir.
O que você comeu no café da manhã? Porque?
Nada, porque me levantei tarde, não estava em minha casa, não
havia nada e eu não tinha dinheiro, mas não teve problema,
porque em pouco tempo fui almoçar. Também, antes de dormir
tomei leite de soja com granola e chocolate. E foi tão tarde que
tecnicamente se pode considerar café da manhã.
Que, quien y porque son los piratas?
Os piratas? Bom, podem ser muitas coisas e bem distintas entre si. podem
ser homens fétidos e nojentos que te cortam o pescoço com
um bom punhal. Ou governantes que roubam os conhecimentos aos povos. Talvez
sejam empresas que patentizam o código genético de plantas
e animais. Quem sabe se jovenzinhos extranhos que pegam o que querem de
onde querem. Ou em um momento dado o sonho de valentes pessoas que fugindo
da lei e da opressão vivam livres sem medo a morrer junto ao mar.
Talvez as palavras estejam tão vivas que tenhas muitas vidas. Talvez.
sarvesh - 28/05/2004 15:50:35
Gente de Agora
Webdesigner deixa o feijão de molho e expressa o amor jogando bola de gude fazendo batucada.
A internet,
como meio de comunicação, funciona bem?
Well...
Qual a relação entre o café, Walt Disney e uma bola
de gude?
Os três são eletrizantes e fazem mal: o primeiro ataca o coração,
o segundo faz mal para ideologia e o terceiro entorta a coluna.
O número de vezes que você mastiga altera a sua criatividade
na hora de compor uma página?
Sempre .. na hora de compor
A batucada ajuda na recuperação da LER?
Principalmente ao lado dos amigos
Quantos mundos você acha neste momento da história, que
há?
n
Se uma empresa de pedisse para criar um idioma simbólico sem palavras,
como voce espressaria o amor neste idioma?
. (olhe bem e verá um ponto ai ao lado)
Antes de cozinhar o feijão você o deixa de molho e se o
deiza, você joga a água fora antes de cozinhar ou usa a mesma
água?
Deixo de molho, menos que duas horas para que ele nao perca as proteínas...nem
sempre uso a mesma água, nem sempre uso água outra.
sarvesh - 28/05/2004 15:50:35
elocubracoes
escrevo desde os toscos limites da memória, entre o portugues e o castelhano. escrevendo em portugues agora, escrevo mal. subjetivamente uma ou outra palavra em castelhano se remonta, se impoe e ocupa o lugar da equivalente ou quase equivalente em portugues.
outras vezes, quando a porta está aberta, os dois idiomas se misturam e produzem metáforas curiosas.
por exemplo, quando penso em solidao, sempre me vem a palavra sólo, que em portugues é "chao" e em castelhano é "só".
sarvesh - 27/08/2004 17:28:24
hoje
aprendendo construçao, destruo velhas verdades. nunca melhor que o cimento e o tijolo. sol e ondas. águas vivas. o fogo funde o sol no céu. as maos crescem e endurecem. o coraçao bate tranquilo. simples e rindo dos equivocos.
sarvesh - 26/07/2004 17:34:56
Bem Vindo
Bem Vindo
sarvesh - 26/02/04 19:31:44
Orfao
Sao tantos órfaos no planeta. E tantos orfanizados pela AIDS. Em África, sao mais de 15 milhoes. E os laboratórios que ganham fortunas com os medicamentos que poderiam favorecer a tantos pais. E nas ruas de onde se vive o futuro, frases perdidas em jornais distribuídos grátis pelos trens aguardam a compaixao erosiva do sol ou da chuva que lhes ajude a apagar palavras desperdiçadas.
A vida é uma maravilha, no entanto o sono nao tem sido o dos justos.
Pode o vento e a chuva e o sol, ficarem imunes a tanta tristeza?
Toda essa dor, pode gostar aos desígnios da lua?
Vozes isladas respondem a essas perguntas
Para escutá-las é necessário estar longe ... onde a rama de capim ainda brinca numa pocinha de barro
sarvesh - 25/10/2004 14:05:12
sempre depois da tempestade vem a bonanza? e qual é a verdadeira tempestade, a tempestade ou a bonanza? de repente aqueles cacos que estavam em pleno ar agora estao quietinhos, caídos e silenciosos. Todo o desespero ou a vertigem de estar na beira do abismo, agora parecem algo distante, uma febre passageira, um momento para ser esquecido. ufa, que 'sorte', nao foi desta vez que eu caí. a morte foi empurrada para outra ocasiao, afinal, o passado está lá atrás onde eu o vejo e o futuro , tao presente, governa as açoes (principalmente na bolsa de valores :D). Paciencia? Satisfaçao? Preguiça? Talvez o único que falte seja um pouco de silencio...
sarvesh - 25/05/2004 15:19:23
Água de beber, camará Há alguns anos a Nestle vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vem combatendo a prática, por diversas razões.
As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram uma eficiente e barata forma de tratamento médico para diversas doenças. Essa forma de tratamento entrou em desuso pela maciça campanha, a partir dos anos 50, dos laboratórios farmacêuticos interessados em vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Recentemente um médico municipal curou a anemia das crianças de uma escola de baixa renda apenas com água ferruginosa.
Para fabricar a PureLife, a Nestle desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição. Cientistas europeus afirmam que ao desmineralizar a água a Nestlé desestabiliza a mesma e precisa acrescentar sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras PureLife é uma água química sem estudo de riscos à saúde. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer as normas de restrição de impacto ambiental e expondo a saúde da população a riscos desconhecidos.
O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido. Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito estão comprometendo os poços minerais, cujas águas tem um processo lento de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localida des. Durante anos a Nestle vinha operando sem mesmo licença estadual. E é curioso como finalmente obteve essa licença no início de 2004.
Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu o apoio, na Suiça, para interpelar e empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestle, que já havia tentado a mesma prática na Suiça. Em janeiro deste ano, graças ao apoio conjunto desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente e em público o presidente mundial do Grupo Nestle. O mesmo, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, o governo de Minas ( PSDB ), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Ao invés de aproveitar o apoio internacional para o caso, apoio a uma corporação privada de histórico duvidoso.
Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto ganhou manchetes em vários jornais, em diversos idiomas. E mesmo duas matérias de meia hora na televisão. Em uma dessas matérias, o vereador Cassio
Mendes do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal ( PT ), para calar a boca. Teria sido avisado que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço. Diga-se de passagem que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa incentiva, como estratégia de marketing, para que os consumidores comprem seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? Contratação dos agentes, com suspeitas, não esclarecidas ainda, de que também forneça o treinamento. Sim, a Nestlé, famosa por ser alvo internacional de organizações que denunciam sua prática de propaganda mentirosa, enganando mães e educadores para substituição de leite materno por produtos Nestlé. A vendedora de leites e papinhas "substitutivos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e fazendo lucro e campanha publicitária de seus produtos nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação.
Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas. O que é isso? Como será regulamentado? Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização "parcial"? E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós cidadãos ganhamos com isso? Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água. É para essas empresas que o governo governa? Além do que, a desmineralização, "parcial"ou "integral", é uma prática combatida por cientistas e pesquisadores, como exposto acima.
Colabore. Transmita estas informações para outras pessoas. Boicote os produtos Nestlé.
A união de nossa sociedade civil em consciência e defesa da Água é assunto de Paz e soberania nacional.
Mais informações sobre o caso Nestlé em
www.cidadaniapelasaguas.net sarvesh - 25/05/2004 15:19:23
Bem vind@
Aldeia Global - esta página apareceu por primeira vez ao início de 1997, como uma produçao do grupo Dragoes do Paraíso - Interinvençao Poética. Desde entao, muita água rolou (nao chego a entender bem essa frase, água rola?). Agora os Dragoes atuam en soledad pelo mundo afora. Este dragao que os escreve, atualmente procura escrever em portugues embora saiba que o resultado se acerca mais ao portunhol. Entretanto o principio que criou essa página segue de pé ainda que a forma de expressá-lo se há transformado muitas vezes, assim como a visualizaçao da página. Agora a definiçao mais aproximada a esse princípio que eu posso encontrar é a de informaçao com poesia, ou poesia da informaçao. Assim, deixo-os também en soledad para desfrutar do conteúdo de Aldeia Global.
:) Daniel
sarvesh - 25/05/2004 15:19:23
Esse é o meu amigo guilherme costa!
Dos problemas de se morar em cidade grande cito dois fortes exemplos: andar na
rua e não ser ouvido.
Irrita-me profundamente andar numa calçada enquanto o sinal está fechado, os
carros estão parados e você passa ao lado de um ônibus lotado onde todos
ficam te olhando.
Irrita-me profundamente ter de andar ao lado desse ônibus com aquelas pessoas
entediadas em pé te observando.
Também andar na faixa de pedestre em frente aos automóveis no sinal
fechado é um ultraje !
Aqueles veículos com as pessoas dentro te olhando.
A faixa de pedestre é antes uma passarela, um local de distração e
divertimento dos motoristas: ficar encarando quem passa 'a sua frente.
Acho de extrema falta de respeito essa invasão à sua pessoa.
Também é frequente quando eu converso com os outros, estes começam a bocejar,
passam a demonstrar sono e de repente mudam a atenção. Simplesmente param de
ouvir e começam a observar a rua ou interromper e dizer outra coisa.
Essa semana aconteceu por diversas vezes.
Em mesas grandes com muitas gentes e até sozinho apenas com outra pessoa.
Sempre quando era a vez de eu começar a falar, acontecia isso: as pessoas
simplesmente não ficavam atentas, sempre passavam a se dispersar e não
acompanhar minha linha de raciocínio, não "viajar" no que eu estava
falando.
O que será que causa isso?
O assunto?
O tom de voz ?
As palavras escolhidas ?
O problema está onde ?
Na pessoa que fala ou quem escuta ?
Acredito que o problema está em quem fala.
Infelizmente, pois era fatal, aconteceu numa noite à pouco com todo mundo.
No entanto fico extremamente irritado com esse comportamento
dos outros.
Bem, irrita-me profundamente a falta de atenção das pessoas quando converso
com elas e irrita-me profundamente a atenção sem consentimento, impessoal de
motoristas e ocupantes de veículos na rua que te olham quando estão
descansando.
No fundo é tudo uma corrupção, uma grosseria e uma imoralidade, fraqueza do
ser humano.
Por tanto eu sempre presto e prestarei atenção em quem me dirigir a palavra
sobre qualquer assunto ( espelharei-me no Lula, o Presidente, este mestre da
concentração e do espírito presente ).
E também não ficarei quando tirar carteira, no trânsito quando descansando em
sinais secar as pessoas.
sarvesh - 25/05/2004 15:19:23
Das Empresas
O presidente de uma Grande empresa sentado em sua enorme sala sem absolutamente nada para fazer começa a pensar sobre o que é trabalho e o que é lazer em seu dia. Após uma enorme lista de diversões ele chegou na hora em que transa com sua esposa, com a qual já está casado há 15 anos.
Sem conseguir concluir ao certo se transar com sua esposa é trabalho ou prazer ele chama o vice-presidente em sua sala. Um pouco menos desocupado, o vice pára de ler as reportagens sobre a empresa que haviam sido publicadas no jornal e vai até a sala do Presidente, que lhe pergunta: "Transar com minha esposa é trabalho ou prazer?" O vice pensa alguns segundos e incerto da resposta, pede duas horas para responder. Volta para sua sala, chama o diretor geral da empresa e faz a mesma pergunta: "Quando o presidente dorme com a mulher dele é trabalho ou prazer?" dando ao diretor geral o prazo de uma hora para responder.
Imediatamente o diretor geral, mesmo sem nada pra fazer, delega a função ao diretor jurídico, que passa a pergunta para o advogado sênior e assim vai até chegar no babaca do advogado júnior que se formou há seis meses, mas esqueceu que foi estagiário.
Assim como o resto da empresa, o advogado Jr. fica na dúvida e vai até a mesa de seu estagiário: "Você tem cinco minutos pra descobrir se quando o presidente transa com a mulher dele é trabalho ou prazer!!!" O estagiário então, sem parar de digitar com a mão direita e separar uma pilha de documentos com a mão esquerda, olha para o advogado Jr. por cima das milhares de pastas que estão em sua mesa e responde: "É prazer".
Espantado com a rapidez e confiança da resposta do estagiário o advogado Jr. pergunta: -"Mas como você tem tanta segurança em sua resposta???" Ainda sem parar de trabalhar o estagiário responde: -"Porque se fosse trabalho era eu quem ia fazer!!!!"
sarvesh - 25/03/04 13:19:51
Vaidade
A vaidade tomou meus braços
na hora perdida do tempo
trazendo festa, valentia e confusao
eu andando assim
no fuso da paixao
sou aquele aprendiz louco
aquele saltimbanco torto
aquele coraçao
fiz sanduíches de saudades
pra vender na praia da preguiça
isso resultou na 'fealdade'
na idade da vitória vista
há que descobrir ainda tarde
pela senda borbulhante da tristeza
um verso, um gesto, uma bobagem
um distraído toque da beleza
sarvesh - 24/12/03 15:17:24
No caminho para Ourense
Pobres pedras, guardando a poeira do caminho. Os novos moinhos de vento debatem na cima da montanha se nos deixam passar ou nao. Jovens postes, testemunhas anonimas dos altos valores deste tempo, nem oscilam quando passa o vento, apenas erguem sua carga, como lavadeiras que estendem lençóis molhados no quintal.
Todo o panorama está ferido de estradas e numa delas este veículo navega solitário.
Atrás das cercas verdes de metal frio: árvores sem folhas, mato seco, rastros de avioes passados, sol que ilumina mas nao esquenta, quebra-cabeças de meninos crescidos, muito ferro fundido e torcido, garrafas quebradas e cabeças grisalhas.
Pequenos muros com micose de vida e telhados limpos na Viana do Bolo. Escondido atrás do trator verde de rodas amarelas: disco-pub Galáxia.
sarvesh - 24/12/03 15:09:23
ah o mar
hoje eu me deixei assustar
hoje o mar me mandou uma mensagem de humildade
ou talvez de orgulho
hoje o dia, largo, numa praia escondida, de pedras, penhascos, e o mar azul enorme fundindo com o céu.
sarvesh - 24/06/2004 18:33:07
num onibus em direcao a Galicia;-) vou ver o atlantico! Oba!
Croisants com chocolate, lisergico como um beatnik do futuro... empazinado alegre e sorridente! Faltam 5horas de viagem! Maravilha!
sarvesh - 23/12/03 8:13:28
Depois da tempestade
Agora, uma semana depois do atentado e das eleiçoes, com a mudança de partido no poder, se respira por aqui. O novo governo entra com o trauma de nao ter ganhado a eleiçao por si mesmo e sim pelo susto da populaçao. Quase houve um golpe de estado por parte do PP. Bom, o novo governo tem um caminho delicado por caminhar. Aqui a democracia parece algo tenue. Entretanto, fora dos circuitos institucionais, vamos nos organizando.
sarvesh - 23/03/04 9:06:45
Redes sao cabos cruzados por todos os lados. Sinapsis imitadas. A força dos desejos. Redes sao camas que vem com o balanço incluído. Ao olhar pelo buraco da rede, vejo outra rede. Redes cobertas de redes.
sarvesh - 22/12/03 0:22:14
Um croche planetário...
dobro a esquina de lendas desconhecidas
compartilhando com os amigos, aplausos no cinema.
outras vezes entro em cabines estranhas,ouço vozes e me acalmo.
numa volta pelo bairro posso compreender a distancia dos versos.
E do reverso.
Aguardo ferver a água para o chá, e nessa quase espera, me encontro.
Sou palavras numa noite entre o sono e o querer dormir.
Sou barulho só.
sarvesh - 22/12/03 0:08:47
Dallaire
fiz o meu primeiro samba em castellano! Desculpem os erros de portugues :)
cham cham cham cham !!!
yo no quiero estar en la piel
del comandante Dallaire
yo no quiero estar muy cerca
cuando los callados hablen
yo no quiero hacer cohetes
pues ya no voy a la luna
quiero una casita chica
al lado de una laguna
pra viver on mi amor
cultivando sonrisas
y en las estrellas nocturnas
desvelar musas indecisas
pobrecito del romeu
no quiere jugar a lucha
descobrió que en Ruanda
su Julieta es flacucha
su honor halló la muerte
la pasión de un soldado
mientras el mundo cobarde
le miraba deste lado
ironia o desatino
mentir tiene pierna corta
olvidarse de uno mismo
tan acostumbrada conducta
todos vamos ilusionados
como el pobre general
escondendo nuestras misérias
en el juego del bien y del mal
sarvesh - 22/04/2004 13:55:02
nao sigo o caminho dos antigos
busco o que eles buscavam
sarvesh - 22/04/2004 13:53:20
Vírgula-Imagem
Ei Dani!
É claro que lembro do Aldeiaglobal! E nao só lembro, como sou fa!
Adorei a notícia de que o Aldeia está de volta.
Estou com um blog onde tenho publicado notícias sobre eventos de artes
plásticas e literatura, dicas de links e etceteras relazionados com
imagem&escrita. Coloco todo o conteúdo do Blog (incluindo os artigos e
imagens) r´ disposiçao do Aldeia, quando quiser utilizar alguma coisa é só
pegar lá: http://virgulaimagem.blogspot.com
Se tiver algum outro jeito para dar uma força para o Aldeiaglobal, é só
dizer.
forte abraço,
marcelo
sarvesh - 21/12/03 13:18:59
uma vez eu construí um castelo de cartas e de que sao todos os castelos? De cartas ou de areia, ou de cimento, ou de pedras, todos os castelos, sao castelos de cartas? Agora eu danço no amplo salao d meu castelo de cartas. Compreendo. Aprendo. Entendo. outro dia um cara me alegrou tirando cera do meu olvido. :) . escrevo embriagado por sons, notas que noto, nonada. repito palavras de um livro querido e noto que quero um livro. todos os meus antigos amigos estavam aqui e os novos amigos estiveram lá. como água numa poça logo depois da chuva, vou serenando. como água que reflete o sol, o pneu do lotaçao, o que há por debaixo da saia da morena, vou serenando, até que o dedo do menino vem remover-me, brincar comigo. escrevo embriagado. por uma música, uma nuvem, um pensamento. gostaria convencer-me com meu escrito. Até aqui, noto.
sarvesh - 21/05/2004 18:21:39
El mundo ha terminado
F. Sánchez Dragó: El mundo ha terminado
De UNO
Fernando Sánchez Dragó, conocido por su faceta de presentador de programas televisivos de corte cultural, afirma en esta entrevista que su mayor deseo sería no tener audiencia. Sin duda, una afirmación que encaja con su forma de pensar, la de alguien que, como él mismo dice, siempre ha ido a contrapelo de todo.
Fernando Sánchez Dragó ama la cultura oriental y afirma que el mundo ha terminado. Sin duda, se trata de un personaje peculiar.
-De usted se dice que es un provocador nato. Sin ir más lejos le mencionaré las repercusiones, todo lo que se ha hablado sobre su libro Carta de Jesús al Papa. ¿Qué opina de lo que se dice de usted? ¿Se considera usted un provocador nato?
Mire, en primer lugar, todo el mundo que me llama provocador me insulta, es lo peor que se me puede llamar. Le voy a explicar, un provocador es un mentiroso, otra cosa es tener ideas provocadoras. Mis ideas son provocadoras, porque yo desde que era niño he estado en desacuerdo prácticamente con el mundo entero. Lo que yo digo provoca, pero son ellos los que se dejan provocar. Un provocador es una persona que falsifica su pensamiento para surtir un determinado efecto. Mi provocación es justamente lo contrario, decir la verdad. Así que el peor insulto que se me puede decir es ser provocador. Yo me considero un hombre que dice la verdad y el resto de la humanidad vive permanentemente sumergida en el tópico, y cuando oyen algo que no quieren oír llaman a esa persona provocador.
-Entonces ¿ usted está en desacuerdo con toda la humanidad?
Bueno, esto es un poco exagerado. Yo reconozco que siempre he sido un niño raro y siempre he ido a contrapelo de todos. Le pongo unos cuantos ejemplos: uno, yo estoy contra el crecimiento económico; dos, no me gusta la cerveza; tres, el arte termina en el siglo XIX. Sólo con estas tres afirmaciones ya se puede dar usted cuenta de hasta qué punto yo estoy en desacuerdo con el mundo.
-¿Por qué piensa que hoy en día no se hace arte?
Hombre, para explicar esto no tendría sólo que dar una conferencia, sino escribir un libro entero. El arte es la búsqueda de la belleza, y el arte moderno es únicamente fruto de la incapacidad técnica de sus autores en la búsqueda de la fealdad. Eso vale para la música, para la pintura, para la escultura y para la literatura.
-Por otro lado, usted es una persona que habla mucho de la religión La Historia ha mostrado y muestra la importancia de las religiones en sus acontecimientos. Eso es algo evidente, marcan nuestras vidas. ¿Cree que en el futuro también serán importantes o, por fin, la humanidad se librará de ellas?
Bueno, la religión es el hecho más importante de la historia humana, pero la religión es lo contrario de la iglesia. Done hay iglesias no hay religión, donde hay religión no hay iglesias. Entonces, yo creo que en el futuro habrá cada vez más religión y cada vez menos iglesias, y si no es así el mundo estallará.
-¿Estamos en un mundo en el que la religión supone una fuente cada vez mayor de enfrentamientos? ¿Existe realmente una guerra de religiones?
Todas la guerras que ha habido en la historia de la humanidad (grandes guerras) han sido guerras de religión y se han producido, todas, dentro del ámbito del Judeocristianismo y del Islam. Las religiones se dividen en dos grandes grupos que generan iglesias. La única iglesia que existe en el mundo es la cristiana y las que se derivan de ella, y luego hay infinidad de sectas. En cambio, nunca ha habido una iglesia budista, nunca ha habido una iglesia taoísta, nunca ha habido una iglesia hinduista; por consiguiente, nunca, ni una sola vez, ha habido una guerra en nombre del Budismo, del Taoísmo o del Hinduismo. Todas las guerras proceden de las iglesias y todas las iglesias proceden del monoteísmo. El hecho más grave de la historia de la humanidad es el monoteísmo, de ahí que todo suceda siempre en el ámbito del Judaísmo, del Islam. El Islam para mí es mundo occidental, es una religión derivada del libro más maligno que jamás se haya escrito, que es la Biblia. El Islam entra dentro de
la Biblia y es, por lo tanto, mundo occidental. Entonces, esto de las guerras sucede únicamente en la visión religiosa del mundo occidental, marcada por ese libro maligno que es la Biblia. Y en cambio, en cuanto salimos del ámbito de la Biblia desaparecen las guerras.
-¿No le parece paradójico que, en la sociedad actual, en donde la comunicación abre fronteras continúen las religiones cerrándolas?
Bueno, en primer lugar, no creo que la comunicación abra fronteras, no hay comunicación en el mundo actual; el exceso de comunicación, como el exceso de información, se transforma en lo contrario. Por ejemplo, los adelantos de la tecnología: Internet, el teléfono móvil? nos incomunican, nos meten en un capullo. Así que no es verdad que la comunicación en el mundo actual abra fronteras, nunca ha habido menos comunicación que ahora. Eso sí, tampoco ha habido nunca más guirigay que ahora. Se confunde la comunicación con el guirigay.
En cuanto a lo otro, pues ya se lo he comentado antes. Por supuesto que toda religión entendida en el ámbito de una iglesia derivada del monoteísmo cierra fronteras. El monoteísmo es la definición de un dogma, la creencia de que se está en posesión de la verdad; eso es la frontera, la gran frontera. En cuanto uno cree que está en posesión de la verdad demoniza al otro y levanta una frontera. Eso es el cristianismo, eso es el monoteísmo.
-Entonces, ¿cree que las Nuevas Tecnologías nos incomunican, hacen menos libre al hombre?
De la misma forma que Internet nos desinforma, los adelantos tecnológicos nos incomunican.
-Entonces y según usted, ¿hacia qué mundo nos encaminamos, porque cada vez surgen más avances tecnológicos?
Estamos ya en el fin del mundo, la gente se cree que el fin del mundo es una especie de telón que cae, pero no, el fin del mundo es un proceso que comienza en el momento en que el hombre apuesta por la historia frente a la naturaleza, y eso, una vez más, es fruto del cristianismo. La naturaleza es nuestro único instrumento de supervivencia. Al destruir la naturaleza (y eso es lo que hacen entre otras cosas las tecnologías) destruimos el único soporte que existe para la vida. Entonces, no soy yo, sino el segundo hombre más importante en la carrera informática, el hombre que fundó Microsoft, quien hace tres años escribió una carta a los jefes de gobierno diciéndoles que se retiraba de la carrera informática, que había llegado a la conclusión de que si siguen los ordenadores, en dos generaciones la especie humana se extinguirá. Es muy largo explicarle porque esto es así, pero yo creo que esto es así. En pocas palabras, lo que se ha identificado a lo largo de la historia con el mal, el
demonio, el diablo? es la virtualidad. Si usted se va al diccionario y busca la palabra virtualidad dirá lo que no es real. El demonio metafóricamente se aparecía convertido en una mujer desnuda a San Antonio, por ejemplo. Es decir, representaba algo que no es real, pero que es virtual. Eso es Internet. Eso es la tecnología actual, la sustitución de la realidad por un sucedáneo, la suplantación de la esencia con una apariencia. Eso es este mundo.
-Entendemos la cultura como una forma de enriquecer el criterio propio de cada ciudadano. ¿No le parece que la sociedad actual discurre por un camino opuesto? ¿Es lo que algunos autores denominan una nueva Edad Media?
No, esto no es así, es peor. Estamos viviendo la caída del Imperio Romano y estamos viviendo la invasión de los bárbaros. Es decir, el mundo actual es lo que se llama democracia indiscriminada, aplicada a todos los sectores, aplicada al mundo de la cultura o aplicada al mundo de la enseñanza, tienes una democracia en el terreno de la política. En cambio, en la cultura siempre es jerarquía. Existe lo que siempre se ha llamado criterio de excedencia; no se puede equiparar una frase dejada por un poeta anónimo del África negra en el siglo XII en la corteza de un árbol con el Quijote, por ejemplo. Hay una jerarquía. A partir de ahí muere la cultura, porque cultura es jerarquía.
-Por otro lado, usted se ha mostrado en varias ocasiones defensor de la cultura oriental. ¿Qué tiene la cultura oriental que no tiene la occidental?
Como dijo Garudy, Occidente es un accidente mortal para la humanidad. En Oriente jamás se han visto guerras de religión, en Oriente no existe una definición de la ley y en Oriente, sobre todo, se encuentran todavía sumergidos en el mundo del espíritu. Mi reivindicación de la cultura oriental es la reivindicación del amor al prójimo, del espíritu y de la libertad, ni más menos. Por ejemplo, se nos dice que en Occidente estamos viviendo en un régimen de libertades. Es mentira, nunca ha habido menos libertad que ahora, porque ahora no existe libertad de costumbres. En cambio, en Oriente y en el mundo pagano, que era Oriente dentro de Occidente, sí había libertad de costumbres. Además, Oriente es la cultura de la negociación; en cambio, en Occidente todo es competitividad, enfrentamiento y el puñetazo en la mesa.
-Hablando de su faceta televisiva? Usted hace y ha hecho muchos programas de televisión. No obstante, en varias ocasiones ha propuesto para salir del infantilismo dejar de un lado el ordenador, Internet, la televisión?. Entonces, ¿no habla de la televisión en general, sino sólo de algunos programas?
Todos los programas de televisión son malos, incluido el mío. No obstante, el mío no es malo en la medida en que no es un programa de televisión, es un programa que se puede leer o que se puede oír, es decir, que la imagen sobra. Es un programa de bustos parlantes en donde procuro que la imagen nunca distraiga el contenido. En segundo lugar, yo no edito, yo no monto, no corto, si tengo que hacer una hora de televisión hago una hora de entrevista. Todo lo que sea edición, todo lo que sea montaje es falsificación. Toda la televisión es montaje, y los teóricos han demostrado que todo lo que se ve por televisión perfora el neocórtex, perfora el córtex y activa, únicamente, aquella parte de nuestro cerebro que rige las emociones, el miedo, la ira? Entonces, nada de lo que se dice en televisión se convierte luego en un contenido racional.
-Tal vez por lo que usted me acaba de comentar? sus programas normalmente son criticados en el sentido de que hablan de cultura pura y dura ¿Qué defensa haría, por ejemplo, de El faro de Alejandría o de Negro sobre blanco?
Una persona que no tenga cultura o que sea poco inteligente o que tenga encefalograma casi plano verá que hablar de literatura es pesado, es aburrido. A una persona de cultura le parecerá que lo aburrido es la retransmisión de un partido de fútbol o cualquier programa de esos de la telebasura. En cualquier caso, yo no intento hacer programas divertidos, yo no hago espectáculo, procuro hacer programas interesantes. Seguramente, leer a Aristóteles no es divertido, pero sí es interesante. Divertirse, convertir la diversión en finalidad de la vida es algo tremendamente infantil. Y, efectivamente, los seres humanos viven permanentemente en un estado de infantilismo, atizado por la televisión, por el turismo, por el deporte, por el cine?, en fin, por todo esto que son actividades propias de la adolescencia pero no propias de la edad adulta.
-Pero imagino que usted querrá que sus programas, sus ideas sean escuchadas
Mire, para mí es absolutamente indiferente la audiencia de mi programa. Es más, alguna vez he dicho que me sentiría cumplido como presentador de un programa de televisión si tuviese audiencia cero, plana, ni un sólo espectador. Se supone que quienes ven mi programa son lectores y si esos lectores disertan mi programa será porque están leyendo. Entonces, habré conseguido el objetivo de mi programa, que es convencer a la gente de que lo mejor que hay, o una de las mejores cosas que hay en este mundo, es abrir un libro. No me preocupa la audiencia, no intento transmitir nada, entre otras cosas porque yo no hago las cosas por sus frutos, sino por ellas mismas. Cuando yo hago un programa de televisión intento hacerlo lo mejor posible, pero por mi propia dignidad. Esa es una de las grandes diferencias entre Oriente y Occidente. Oriente nos dice haz las cosas por ellas mismas, Occidente nos dice haz las cosas por sus frutos, por el dinero, por el éxito? Pero, por supuesto, no hay nada que
hacer, ya le he dicho que el mundo ha terminado. Yo ya tengo 67 años y, probablemente, podré llegar al final de mi vida antes de que la especie humana se haya extinguido.
sarvesh - 21/02/04 21:34:15
listando o planeta I
o final da onda
golpes de nada ao amanhecer
ferrugem e frio
chuvas idas no corrimao do navio
poeira debaixo dos dentes de barro
minhocas na horta
orelha que sai
de uma agenda do ano passado
horarios de onibus
tampa de caneta
sa mam baia
gota de orvalho
em uma montanha de faísca
sol nascente
neve
metal congelado
microondas
florestas de antenas
meio fios
fios no meio de tudo
fé
feijao
farinha
sarvesh - 20/12/03 21:44:18
O primeiro presente - ou - Primeiro o presente
Bom, vamos ver o que se pode fazer em um computador onde nao funcionam algumas teclas...
o tempo vai fazendo cabriolas, e eu cambalhotas nas voltas do tempo. Hoje um amigo me deu um presente inesperado. Me comunicou seu estado de espírito, e se encontrava em paz. Que bonito ouvir-lo. Faço votos de que ele também estivesse ouvindo-se. Tenho me surpreendido com as pequenas peripécias da vida. Minhas plantaçoes estao germinando e é bonito ver os brotos lutando para tocar o céu. Atravessando portas estou deixando de lado o travesseiro por travessuras. Ando por essas ruas distantes e vejo pessoas bonitas.
Agora me ocorreu que esse texto é piegas e que a turma do under ground nao vai gostar nada:-)
Mais e mais a serenidade me distancia do texto ' rebelde' e vou me aproximando da rebeldia de uma samambaia - estarei transformando-me em um ser planta?
Bom, perdi o fio, ...
Muito grato!
sarvesh - 20/12/03 21:10:11
O Blogger do Negrao
outra pagina que eu gostaria de recomendar eh o blogger do Renato Negrao, http://www.nocalo.blogger.com.br . Esta pagina me inspirou a recriar o Aldeia Global. Eh pura poesia, na intimidade que soh os diarios e agendas, com seus comentarios na desordem do dia, podem conter.
sarvesh - 19/12/03 22:18:39
Nota
O texto abaixo foi enviado por e-mail pela Associacao da Dr. Clark. Eu publico esse texto para quem tenha interesse em pesquisas sobre o cancer e outras doencas. Merece ser visto. Grato!
sarvesh - 19/12/03 22:11:09
Christmas and New Year
Christmas and New Year
Dear Guest of www.drclark.com!
by David P. Amrein
Now that Christmas is imminent and we are closing another year, I would like to thank your for your interest in Dr. Hulda Clark and her theories. This past year has been very exciting and it has given me the confidence that Dr. Clark Research Association can achieve its goals, namely substantiating Dr. Hulda Clark's findings. This year we have conducted a lab study in the UK, one in the US and one in Switzerland -- on the subject of the effect of electromagnetic fields on cells, pathogens and the human body -- and a patient study that is still on going. Also, a number of Clark doctors and practitioners have agreed to compile patient information for publication in a book and use in court.
2004's challenge will certainly be our case against the FTC (Federal Trade Commission). If we lose this case, it might be the end of Dr. Clark Research Association, so I can't stress the importance of your participation in our activities surrounding the case enough, namely letter writing and showing up for the rally on February 9 in Cleveland. While it is a serious issue, we will have a big pro Health Freedom rally and party in Cleveland. The local contact in Cleveland who coordinates all activities is volunteer Jim Clevo, who you can reach under jcpclevo@yahoo.com. Please contact him to let him know you will be in Cleveland, or to offer further help with the organization of the event.
I would like to thank everyone who has helped us in 2003 in some way, be it by writing letters to the FTC back in September and October; by sending me articles on e-mail, sharing testimonials, referring others to the Clark books and our website; and by being our customers.
from all my heart I wish you health, well being and success in the New Year and contemplative Holidays.
Sincerely Yours, David P. Amrein
in the name of the whole Dr. Clark Research Association and Dr. Clark Zentrum team: David, Dixie, Nancy, Sandy, Christine, Vanessa, Cri, Verena, Angela, Sonja, Cornelia, Sue, Werner, Konrad, Thomas, Liam, Liz, Daniela, Beni, Cristina, Hans and Michel.
sarvesh - 19/12/03 22:10:10
Debaixo da pele apenas um suspiro me confete.
Debaixo da pele apenas um suspiro me confete. Descanso nos ossos dos outros. Peço licença poética para vagabundear pelos ofícios. Todo segundo é pouco. Porqueira paira por aqui. Perece. Merece a pressa na argamassa. Paredes construídas, rostos pelados, pelancas. Antes de que termine o gemido ou a gemada, uma reflexão com fuso. O mesmo fuso que adormeceu o belo. Será que há tanta gente de olhos fechados às maravilhas deste mundo? Parece parede a rede. Rebelde bebe de si como criança recém nascida pedindo beijo. Tantos panfletos que perseveram, que persevejo.
Enfim, eu voltei pra rede, como se fosse baiano. Com vontade de conversar. Agradeço a oportunidade e ofereço essa página àqueles que entre todos mantiveram a panela de pressão sem explodir: Renato Aragão, Grouxho Marx, Jorge Mautner, Michael Jackson, Adoniran Barbosa... eu poderia citar nomes...
Pouco a pouco vou reconstruindo esse espaço. Agradeço e convido a todos os colaboradores que estiveram presentes na versão anterior dessa página: Renato Negrão, Augusto de Castro, Makely (seja Kalo, seja Aquele, seja Cristo, seja Antonio Conselheiro,...)e Sergio Borges entre outros... e todos que queiram colaborar nessa página teia de idéias, idéias a flor da pele, idéias a flor, idéias a.
Vamos propor, já que temos tempo.
sarvesh - 19/12/03 21:30:00
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------------- G R A C I A S ---------------
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sarvesh - 19/05/2004 16:52:30
Todavia há um fio de barba perdido nas ondas do mar. Mesmo depois de jantar, a presença boa da manhah nos acompanha. Debaixo dos nossos sovacos reposam bactérias que gostam de tomar banho. Nossos soluços sao por pouca água e os sorrisos sao nossas flores instantaneas para os dois lados, quando atravessamos a rua.
Toda a letargia do mundo nao nos é indiferente, entretanto procuramos reservar um cantinho escuro onde dormir, agasalhados da chuva de sons e luzes, das saraivadas de desejos, das chusmaradas de confusao. Nesses momentos, desde o nosso esconderijo, nos dedicamos a rir de nós mesmos. Ela é o raio de sol que eu buscava e eu o relámpago que trilhou seu caminho. Agora juntos, sol e relámpago, em busca do infinito. Como dois calbóis sem cueca, duas marujas sem moedinhas.
sarvesh - 18/12/03 12:10:04
Estou orgulhoso de estar aqui, nessas palavras em um portugues cada vez mais provisório. Às vezes faltam acentos, porque nos cafés cibernéticos os computadores sao descuidados. É um mal menor. Agradeço o entendimento e me disponho a aclarar qualquer equívoco verbal. Tenho desenvolvido minha escrita numa direçao duvidosa. Trabalho a mesma matéria com duas ferramentas de diferente procedencia. Vamos jogar a ler.
Agora vejo que se parece a um muro pichado, essa página. Faço votos de que quem a leh possa ser o gato que olha através do muro. Porque um dia eu ouvi que "o beco é sem saída, mas o beco é enorme."
sarvesh - 18/12/03 12:08:19
Um japones comprou o aldeiaglobal.com. "Saiu perdeu, né!" Eu me pergunto se ele come arroz integral e sopa de miso ou é da turma da carne moída :) Talvez abram uma fábrica de maionese com o nome Aldeia Global. O slogan seria : "Ovo é coisa do passado, as nossas galinhas já botam maionese, in vitro! Com omega 5+1! Entre na aldeia, hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, amanhah a festa é minha, ou do meu herdeiro, né!" Bom, nao funcionaria, o slogan é muito largo.
Por falar em herdeiro, já pensou se nao existisse herança?
Vou lançar uma iniciativa antes que seja tarde: desherde seu filho enquanto é tempo, ele pode se transformar num herdeiro. E se voce é vítima dessa maldicao e é tarde demais pra voltar atrás, acuda a nossos centros... onde se reunem os HASL (Herdeiros Anonimos Sociedade Limitada) e livre-se deste mal, ou pelo menos faça novos a-migos.
sarvesh - 18/12/03 12:07:31
nós nos nossos olhos no nada
nomadas nada m nos nossos olhos
nos sós olhos
sarvesh - 18/05/2004 18:52:29
muitomulto
quanta impressao de que nas ruas, algo nao se movimenta. quanta impressao de que o começo e o final se tocam tanto que é normal. quanta impressao, enquanto os cachorros da cidades fumam nas esquinas enquanto seus donos compram os jornais, ou na roupa estendida nas janelas e as janelas estendidas nas roupas. olhos biscos na praia. olhos biscos da gaivota que paira. um copo de papel no chao da praia, do lado do lixo. um corpse de papel. no chao da praia a água se ersfrega e chirria. papagaios, papagaios, papagaios.
sarvesh - 18/05/2004 18:52:29
que festa de escova de dentes
que fresta por onde o fogo
bailando na praça de graça
rodando e caindo
descuida
a verve remove o verso
o verso ferve no rumo
e rumo do verso é o ver
de
ver
dade
sarvesh - 18/05/2004 18:52:29
Apenas anoto
apenas desenhos isolados, misturando idiomas como rios que se encontram em direçao ao mar. Lá, lá, lá, lá! Alguns sinais e notas numa trilha no fim de noite perdidos no interior. A perdiçao do interior está na festa da viagem. Apenas algumas lembranças de viagem. Como daquele lado onde pairavam corvos estranhos, enquanto a neve ria de mim quase no final da escalada. Puxa vida! Na mancha do sorriso da neve estava o sol da primavera, este que agora vejo nao na janela, na praça. Este sol daquela praça. Agora que estao soltos os cintos de segurança. Agora que as represas desbordantes nao servirao para nada. Em palavras pequenas de textos curtos. Presença ou nao.
sarvesh - 18/05/2004 17:55:42
no soy digno de ti
sarvesh - 18/02/2005 17:32:39
O D A n i
Daniluminaçaoooooooooo
Ilusión
Valentía
Intrepido
Eterno
Risas
Ternura
Experimenta
Tanto
Existiendo
sarvesh - 18/02/2005 17:22:15
Las otras familias
En las sociedades occidentales se mantiene como valor principal y
duradero la familia, entendida como una pareja con hijos, hermanos,
padres y abuelos, tíos y primos, más o menos. Ése es el patrón que
rige la estructura básica de la sociedad tal como se entiende en
Occidente. Lo que también ocurre es que si es verdad aquello de que "tu
familia está donde están tus afectos" entonces el esquema se torna
más complejo, porque cada cual tiene sus afectos personales donde los
tiene, en la familia tradicional y fuera de ella, incluso también con otro
brío por lo de no compartir siempre y a todas horas lo cotidiano.
Se podría decir que cada uno tenemos varias familias: la exterior y
socialmente aceptada, y las interiores que forman parte de nuestro
patrimonio de amores y relaciones de afecto.
Vividas en una especie de clandestinidad, existen las familias de
amores, afectos, fidelidades históricas, relaciones lejanas en el espacio
y en el tiempo. Todo un mosaico de idas y venidas, de encuentros y
despedidas, de amores fugaces o perennes, de comunicación con otros
seres en aquello que describía Goethe como "las afinidades electivas":
encuentros de cuerpo y alma, fuera de toda norma y de todo reglamento
social. El amor, como la amistad, no se busca, se encuentra, y después
de ello ya no hay retorno posible; se teje una red de hilos sutiles y de
complicidades que no son producto de la propia voluntad, sino que,
como en todo encuentro, es el descubrimiento del otro en una manera
en que todavía no ha sido descubierto por nadie. Resulta un acto de
creación de algo nuevo, y como todo acto creativo es atractivo y vital. Es
la creación de otra "familia". No para sustituir la que ya se tiene, sino
como una puerta abierta hacia otra parte de uno mismo.
Puede ocurrir con ello, y de hecho ocurre, que en la confusión del
descubrimiento se piense que aquella nueva "familia" es la verdadera y
la otra no, y entonces se abandona la una y se forma otra en un intento
de ocupar el espacio que la primera ha dejado. Es un error porque ese
espacio es personal e intransferible. Una cosa es reconocer que la
familia primera ya no es suficiente para este momento determinado de la
vida, y otra muy distinta es pensar que repitiendo la jugada de la misma
manera con otra persona, ese espacio pueda dar más de sí. Parecería
que la cosa no va por ahí, sino por hacer consciente ese dinamismo
vital que fluye en todas direcciones y que nos implica en relaciones que
no se hallan regladas por la sociedad. No por ello son menos
importantes.
Otras "familias" son todas esas personas con las que nos damos cobijo
unos a otros; indispensables para nuestro vivir. Y luego están las
"familias" de intereses compartidos, de ciencia, de arte, de literatura,
etc. Lo bueno de todo ello es que unas y otras no son incompatibles,
sino que se complementan en el caso de que se traten con delicadeza y
teniendo en cuenta su fragilidad. Algunas pasan a la historia, eso es
cierto, pero también lo es que con ellas se queda un pedazo de nuestra
vida. Puede que la vida sea eso, un ir y venir incesante de sentimientos,
emociones, incertidumbres y lealtades compartidas más allá de las
circunstancias.
Remei Margarit. Psicóloga y escritora
Aparecido en "La Vanguardia" del 24 de Enero de 2004
Selección de textos de la Arboleda de las Hijas de Gaia
sarvesh - 18/02/04 13:29:20
bate papo com guilherme nóbrega /// teste
Guilherme Nóbrega/arquivo pessoal
Guilherme a la Mick Jagger
[Renato Negrão]
Não sei se você gosta de falar no assunto, mas é difícil falar de Guilherme Nóbrega sem voltar na História e trazer à tona, a passagem, o episódio do ovo no José Serra, quais foram suas inclinações?
Na verdade foi uma passagem mesmo. O ovo saiu da minha mão e bateu no paletó em tempo hábil. Uma época da vida, como passaram as eleições, o Lula foi eleito e depois será prefeito de São Paulo...
Qual foi o impulso principal para atirar o ovo?
O impulso principal foi a articulação do braço esquerdo da mão que portava um ovo, quatro segundos.
Você é canhoto?
Para algumas atividades, sou.
E pra tocar baixo?
Destro.
E pra chutar bola?
Canhoto.
Pra masturbar?
Destro. Mas peraí, isso é pergunta que se faça?
Ok. Não precisava responder. Qual foi sua motivação ideológica pra atirar o ovo?
Minha única posição ideológica é a vertical, destinada ao relacionamento com a sociedade, e a horizontal, quando me encontro em momentos de pausa.
Você tem um lado místico. Como se dá essa conjugação de valores tão diversos quanto o misticismo, a boemia e a política?
Mas meu misticismo é agressivo. Qual foi mesmo a pergunta? Ah, meu misticismo é mais concentrado, mais calado e meu Eu superior é mais à flor da pele. Já levei uma vida campesina nas terras do Trigueirinho, acordando às cinco, dormindo às dezenove. Sou um profano e pecador e hoje talvez ainda chore e acenda uma vela por essa resposta que dei.
Você é um empenhado leitor. Quais são seus escritores prediletos e como a literatura faz parte da sua vida?
Meus escritores mais freqüentes são Machado de Assis, Edgar Allan Poe, Kafka, Maupassant e aquele outro... brasileiro... Otávio Ramos (autor do recém lançado ''A Teia Selvagem do Mundo'', que foi resenhado neste blog). Essa literatura foi a que guiou meus passos para estar com a cabeça nos livros. Alguns livros servem unicamente para as mãos, outros para os pés, mas ainda há aqueles, os melhores, que servem para a cabeça. Estes últimos ocupam parte no meu espírito e exercem grande influência quando eu converso com as pessoas, quando tomo banho ou mesmo à noite, quando converso com os meus pais dando boa noite.
Guilherme Nóbrega/arquivo pessoal
Adolescente, em uma das muitas bandas em que tocou
Dê sua definição sobre o Zen.
(Grande pausa) Essa pergunta desvirtua completamente uma essência e uma real resposta. A qualquer resposta o Zen se perderia completamente; melhor uma metáfora: o Zen é como uma caixa com vento dentro; quando se abre a caixa, o vento sai e se perde. Qualquer resposta passa pelo convencionalismo da interpretação humana sobre tudo o que foi criado e se perdeu. Quando se faz uma pergunta sobre o Zen, o melhor a fazer é ficar em silêncio.
E como a filosofia faz parte da sua vida?
Eu acredito que não há nada mais filosófico que acordar, olhar para as minhas plantas, pegar um pouco de água e jogar em cima delas. Peraí (confuso). Preciso pensar uma resposta...
Quais suas referências musicais?
Agora, por exemplo, estou ouvindo John Lennon, que é uma referência. Além de rock, ouço Milton e o Clube da Esquina, Tom Jobim. A música brasileira areja e alegra o ambiente da casa.
Como é a sua relação com as drogas?
Bem, elas são ótimas. Mas eu tive uma banda em que fui obrigado a expulsar um baixista por que ele estava tendo vários problemas com drogas.
Que tipo de problemas?
É por que no caso... Assim, ele só usava... as minhas. Então, ele foi expulso.
E quais são as suas drogas prediletas?
No momento, eu uso mais a Rede Globo.
Guilherme Nóbrega/arquivo pessoal
Sentado na bateria, atualmente, o principal instrumento
Qual sua relação afetiva com este espaço, o Edifício Malleta?
Como não sou muito gordo, ocupo considerável espaço da cadeira e isso não me atrapalha muito.
E com o centro da cidade?
Gosto do centro com muitos carros, pegar um ônibus qualquer e ir para qualquer lugar e ficar ao lado dos passageiros ouvindo o que eles têm pra falar, sem querer saber onde eles vão chegar e o tempo que vai demorar. Morar no centro me dá essa ampla possibilidade e variedades de locais e itinerários aonde ir.
Uma passagem da sua infância.
Lembro-me que numa festa de casamento em que eu não tinha essa urgência do atarefamento de usar roupas, então as tirei. Fiquei peladão. Minha família tinha se ausentado temporariamente e nenhum adulto teve a urgência de me cutucar e me colocar a boa moral convencional e espiritual da sociedade.
Guilherme Cesarino Nóbrega por Guilherme Cesarino Nóbrega?
Alguém do mal e do bem, que já pensou em suicídio, que acha que a humanidade vai não é a única representante da vida na Terra, mas que fica feliz em cortar o cabelo, contente com várias trivialidades, em pedir uma cerveja no bar, receber um sorriso... Na verdade um caretão.
sarvesh - 17/06/2004 19:25:03
KuamiKuami Mensah é um músico de Benin, Africa, que mora aqui em Valencia também. O que eu mais gosto dele é que ao contrário de muitos africanos que vivem por aqui, ele procura transcender o aspecto folclórico de sua arte e assim eu já tive a surpresa de encontrá-lo tocando em shows tao diferentes e desde percussao ritual africana a jam session de jazz fusion :) É isso aí Kuami! Visitem a página dele e escutem o seu som:
www.kuamimensah.netsarvesh - 15/02/04 20:48:12
A paz
hoje participei de uma manifestaçao contra a guerra, aqui em Valencia. Nao imagino qual a repercussao que este tema está tendo no Brasil, afinal por aí segue a guerra contra a fome e a miséria. Por aqui, a classe média insiste em fechar os olhos para o perigo iminente de uma grande guerra. Em março haverao eleiçoes por aqui e os eleitores, desmoralizados pelo fato de nao querer votar em ninguém e de terem a estranha sensaçao de que ainda que votassem na oposiçao, a direita daria um jeitinho de estar no poder, fingem viver a vida como sempre. A subida do Euro junto com o boom que há por aqui da especulaçao imobiliária (Valencia é uma cidade com dois terços de suas casas desocupadas, mas as construtoras seguem construindo por toda parte e os jovens pagando hipotecas que os deixam a merce do governo, quem controla os juros)transformam o ambiente economico em um caos que se pode comparar a quebra da bolsa de NY de 1929. Enfim, hoje vi uma manifestaçao onde famílias enteras, desde crianças a velhos iam mostrar para si mesmo que estao fazendo algo por uma vida melhor, com todos os equivocos esperados, como marchinhas que pregavam o ressentimento contra os EEUU e outras confusoes, corroboradas pela midia alternativa, enquanto a midia oficial é algo assim como uma mula cansada. Na manifestaçao , como em muitas outras , ouvi muitos naos a guerra e poucos sins a paz
sarvesh - 15/02/04 20:34:34
Agora - Españaquinta-feira passada, o atentado terrorista em Madrid, ou seja, a 3 horas de onde eu estou, provocou a morte de cerca de 200 pessoas. Maiores informaçoes em
acp.sindominio.net. É importante saber que a maior parte das vítimas eram pobres e originários da América Latina e da Europa de Leste. Esse atentado aconteceu 3 dias antes das eleiçoes gerais aqui. Hoje, dia da eleiçao, a rádio repete freneticamente a informaçao de que o atentado pode ter sido feito por Al Qaeda. Ontem muita gente saiu as ruas, a sede do PP (Partido Popular) de "centrodireita" que apoiou a invasao ao Irak. Os manifestantes pediam informáçoes claras sobre o ocorrido, porque parece ser que o governo estava tentando esconder informaçoes até passarem as eleiçoes. Agora a senseçao coletiva é de preplexidade e enquanto se busca saber os porques deste atentado e chegar a suas raízes, os cidadaos vao se dando conta de sua pouca influencia e vao caindo na realidade de que os poderes estabelecidos fazem o que querem sem se preocupar com a opiniao cidada. Enquanto isso, parece emerger um novo tipo de poder político, o dos terroristas. Vejamos, quando a invasao ao Irak estava a ponto de produzir-se houveram por aqui eleiçoes municipais e o PP saiu vencedor na maioria das cidades, apesar de que a populaçao se manifestou em massa contra a guerra. 97% dos espanhois estavam contra a guerra. O governo nao os ouviu e seguiu sua politica proBush. Agora, todos os eleitores foram correndo votar em contra do PP, interperetando que este partido, com sua política totalitária, seria o responsável indireto do atentado. A gente por aqui está desgustada a onto de sair as ruas na véspera das eleiçoes com manifestaçoes convocadas por e-mail e sms e de haver ido as urnas em um numero muito superior a eleiçoes anteriores. Estas sao as minhas impressoes do que está passando aqui, agora, a quem possa interessar.
sarvesh - 14/03/04 19:27:32
"Yo vengo a ofrecer mi corazón""Yo vengo a ofrecer mi corazón"
(Canción)
¿Quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
Tanta sangre que se llevó el río,
yo vengo a ofrecer mi corazón.
No será tan facil, ya sé que pasa.
No será tan simple como pensaba.
Como abrir el pecho y sacar el alma,
una cuchillada de amor.
Luna de los pobres, siempre abierta,
yo vengo a ofrecer mi corazón.
Como un documento inalterable,
yo vengo a ofrecer mi corazón.
Y uniré las puntas de un mismo lazo,
y me iré tranquilo, me iré despacio,
y te daré todo y me darás algo,
algo que me alivie un poco más.
Cuando no haya nadie cerca o lejos,
yo vengo a ofrecer mi corazón.
Cuando los satélites no alcancen,
yo vengo a ofrecer mi corazón.
Y hablo de países y de esperanza,
hablo por la vida, hablo por la nada,
hablo por cambiar esta, nuestra casa,
de cambiarla por cambiar nomás.
¿Quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
Fito Páez
deseo solidaridad y paz para el mundo
un abrazo mundial
ceci
sarvesh - 14/03/04 19:22:21
Solidariedad - España
Aqui,
solidarizo
e desejo paz!!!
tem um poeminha do mautner que diz:
se alguém morre na china
ou então no paquistão
eu aqui choro também
esse alguém é meu irmão
saúde aos meus irmãos da espanha
sarvesh - 14/03/04 19:18:26
RESOLUÇÃO SOBRE ORIENTAÇÃO SEXUAL E DIREITOS
HUMANOS
Por Maristela Von Amsterdan 09/02/2004
às 14:25
COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU)
DOSSIÊ DE CAMPANHA
Resumo:
Em abril de 2003, a delegação brasileira junto à Comissão de Direitos
Humanos da ONU apresentou uma resolução histórica - e surpreendente - que
proíbe a discriminação com base na orientação sexual à esta mesma
Comissão de Direitos humanos (CDH). Esta resolução suscitou vigorosa
oposição por parte de diversos países, entre eles o Vaticano, Zimbábue,
Paquistão (que lidera a Organização da Cooperação Islâmica ou OCI),
Malásia, Arábia Saudita e Bahrain. O apoio a esta resolução veio do Japão
e da União Européia, juntamente com uma gama diversa de muitos países da
América Latina e da Europa Central e do Leste. Após um prolongado debate,
a CDH resolveu, por votação, adiar o aprofundamento das discussões sobre
a resolução para a sessão da Comissão em 2004 [leia, ao final desse
texto, o Anexo 1, Registro do Último Dia da 59ª Sessão da Comissão dos
Direitos Humanos das Nações Unidas].
Uma ampla coalizão de organizações não-governamentais (ONG´s) está
atuando neste momento, de forma conjunta, para apoiar o Brasil e outros
governos amigos para garantir a aprovação da resolução. Neste texto,
fornecemos informações com um breve histórico e antecedentes sobre a
resolução e fazemos recomendações visando medidas que os ativistas no
mundo todo podem tomar para dar apoio concreto à resolução. Também incluímos
um pequeno texto sobre política e o potencial de atuação junto à CHR.
Histórico e Antecedentes
A Comissão de Direitos Humanos da ONU faz parte de um complexo e abrangente
sistema internacional dos direitos humanos. Trata-se de um espaço em que a
política global define o subtexto fundamental do debate. Sua reunião
primordial acontece durante seis semanas, a cada ano, na cidade de Genebra,
na Suíça, nos meses de março e abril. A Comissão é formada por um grupo
rotativo de 53 Estados Membros da ONU, os quais são eleitos para a CDH.
Há um equilíbrio regional entre os membros eleitos. Cada governo membro
pode enviar uma delegação à reunião de Genebra a fim de negociar e votar
na qualidade de representantes daquele país. A CDH tem, de modo geral,
preferido tomar decisões através do consenso, embora o processo de votação
tenha se tornado cada vez mais freqüente em anos recentes quando não foi
possível alcançar o consenso. Os Estados Membros da ONU que não são
membros da Comissão podem enviar delegados que comparecem como
observadores, e estes geralmente participam ativamente das negociações,
mesmo que ao final não votem. ONG´s com status consultivo também podem
comparecer à CDH como observadores, com direitos de participação
limitados.
A Comissão é um dos fóruns centrais da ONU onde ocorrem as discussões
sobre direitos humanos: ela faz audiências de relatos e informes de
especialistas independentes (Relatores Especiais e Grupos de Trabalhos -
muitos dos quais buscam cada vez mais reportar a violência e discriminação
relacionada à sexualidade), são dados depoimentos pelas ONG´s, acordos são
negociados, são aprovadas resoluções que definem normas, questões
cruciais dos direitos humanos são analisadas e examinadas. A Comissão também
define as áreas prioritárias de atuação da ONU em relação aos direitos
humanos. Quando novos tratados são propostos ou novas declarações são
esboçadas, o trabalho freqüentemente começa na Comissão.
O principal mecanismo através do qual a Comissão opera é o de “provocar
vergonha.” Muitos governos sentem-se desconfortáveis ao terem seus
registros de direitos humanos examinados minuciosamente nesta arena
totalmente pública. A Comissão faz audiências para ouvir os informes públicos
trazidos pelos Relatores Especiais e Grupos de Trabalho sobre países e
questões, podendo também reunir-se numa sessão fechada (denominada
procedimento 1503) para tomar conhecimento de queixas de abusos dos direitos
humanos em países em particular. Em outras palavras, a despeito da falta
medidas que obriguem a execução e fiscalização, anexas às resoluções,
os governos consideram a Comissão um espaço importante onde buscam
proteger sua reputação.
Diversas ONG´s comparecem às sessões mas até o momento, poucas organizações
da direita religiosa estiveram presentes. Entretanto, é provável que isso
mude, uma vez que estas entidades cada vez mais rastreiam os eventos
internacionais onde são levantadas discussões sobre direitos e sexualidade.
Ao contrário das Conferências Mundiais da ONU ou reuniões ad hoc sobre
temas específicos, a CDH da ONU se reúne todo ano e, deste modo, permite
que haja um trabalho lento e bem planejado. O trabalho da Comissão é
gerenciado pelo Gabinete do Alto Comissariado dos Direitos Humanos (ACDH) da
ONU. O ACDH fornece apoio a boa parte do trabalho em prol dos direitos
humanos na ONU.
A Resolução sobre Direitos Humanos e Orientação sexual
Na 59ª sessão da CDH (2003), a delegação brasileira apresentou uma
“Proposta de Resolução sobre Direitos Humanos e Orientação sexual”.
Por muitos anos, a partir da Conferência Mundial da ONU sobre o Racismo,
Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata (2001), em
Durban, o Brasil esteve na ponta dos esforços governamentais para incluir
termos referentes à orientação sexual e direitos humanos no contexto da
ONU. Em anos recentes, tais esforços ganharam ritmo. Por exemplo, em 2000,
2002 e 2003, a CDH debateu a inclusão de termos sobre sexualidade na resolução
referente a Execuções extrajudiciais, arbitrárias e sumárias. O debate
sobre a condenação do assassinato de uma pessoa em função de sua orientação
sexual tornou a emergir quando a Assembléia Geral da ONU (a reunião de
todos os Estados Membros da ONU na época do outono no hemisfério norte)
assumiu esta resolução. Ao final, após calorosos debates, as resoluções
foram aprovadas com termos referentes à orientação sexual e aos direitos
das minorias sexuais permanecendo intactos. Ao mesmo tempo em que questões
de identidade e orientação sexual foram levantados no contexto de diversos
informes fornecidos pelos Relatores Especiais, Grupos de Trabalho e
Representantes Especiais, a adoção das resoluções foi significativa
porque exigiu o acordo por parte dos Estados Membros para que aceitassem
termos relativos à orientação sexual no contexto das violações dos
direitos humanos.
Em 2003, o Brasil tomou a iniciativa de apresentar uma nova resolução: a
Resolução sobre Orientação Sexual e direitos humanos (veja o texto
integral da mesma em anexo). A resolução reconhece a existência de
discriminação com base na orientação sexual em todo o mundo; afirma que
tal discriminação contraria o que foi estabelecido em todos os principais
instrumentos de direitos humanos; e convoca todos os governos a promoverem e
protegerem os direitos humanos das pessoas, independente de sua orientação
sexual. Trata-se de uma “resolução branda”, que propõe um elemento de
princípio sem exigir que os governos tomem quaisquer medidas específicas.
Apesar de algumas discussões quanto a incluir ou não termos referentes a
identidade de gênero, a resolução refere-se simplesmente à orientação
sexual.
O que aconteceu em 2003?
O Brasil teve o apoio da União Européia, do Canadá e da Austrália. Da América
Latina, o México e a Costa Rica estavam a favor mas começaram a recuar
quando o Vaticano os pressionou. Países pertencentes à Conferência Islâmica,
especialmente o Paquistão, a Malásia, a Arábia Saudita e Bahrain, bem
como outros países como o Zimbábue e o Vaticano atacaram ferozmente a
Resolução.
No ultimo dia das sessões (em 25 de abril), uma votação por 24 a 22, com
seis abstenções, adiou a discussão sobre a Resolução para a 60ª sessão,
a ser realizada em 2004. A alternativa, derrotada por apenas 2 votos, teria
eliminado a Resolução em seu todo da pauta da Comissão.
O que podemos esperar em 2004?
A Resolução já está na pauta para discussão, em conseqüência da votação
pelo adiamento. Portanto, a menos que seus opositores tenham sucesso em
levantar alguma questão técnica (como já tentaram fazer), a mesma será
debatida e, muito provavelmente, votada.
No ano passado, a apresentação pelo Brasil da resolução pegou a todos de
surpresa. Este ano não haverá surpresas. A Direita Cristã dos Estados
Unidos já começou a se organizar contra a Resolução. O Vaticano e os países
da Conferência Islâmica estão fazendo o mesmo. Com recursos infinitamente
menores que os acima mencionados, uma coalizão ad-hoc de entidades que
atuam com direitos sexuais, liderada pela ILGA (International Lesbian &
Gay Association), também está construindo estratégias que visam assegurar
a aprovação da Resolução.
Por que é importante que a Resolução seja aprovada?
- Ela seria a primeira resolução da CDH da ONU a estabelecer a relação
entre a ampla gama de direitos humanos e orientação sexual, de modo a
condenar a discriminação baseada na mesma;
- Em todo e qualquer lugar em que haja legislação discriminatória quanto
à orientação sexual, poder-se-ia invocar a Resolução como prova de que
aquela legislação é contrária à Declaração Universal dos Direitos
humanos e a tendência global de oposição a este tipo de discriminação;
- Em todo e qualquer lugar em que ocorram torturas, prisões arbitrárias e
assassinatos motivados pela orientação sexual da vítima, a Resolução
poderia ser invocada para se exigir um papel mais ativo dos Estados
envolvidos a fim de prevenir a discriminação e a violência, proteger as vítimas
e processar judicialmente os praticantes de tais violações;
- Ela fortaleceria os pedidos de asilo com base na perseguição devido à
orientação sexual como também fortaleceria a exigência de proteção por
parte do Estado contra este tipo de perseguição;
- Como pedra fundamental numa compreensão global dos direitos humanos,
poderia ser acionada para exigir que os Estados ponham fim a toda discriminação
com base na orientação sexual relativa aos direitos econômicos e sociais
(acesso à saúde, educação, moradia)
O que nós podemos fazer?
Acesse o sitewww.brazilianresolution.com criado especificamente com o fim
de, não só fornecer informações a respeito de todo o processo de negociações
mas, também, colher assinaturas, através de uma petição on-line para ser
entregue a ONU, bem como ser divulgado pela mídia. Vote!
sarvesh - 14/03/04 19:14:42
devaneiamos
ergo o copo de vinho e brindo. brindo pelos amigos presentes e pelos amigos de sempre. brindo olhando nos olhos do homem de cabelo de lobo e dentes cínicos. o homem me ve e sorri. Extasiado. me levanto e peço licença para nao despertar fealdades. convites nao faltam. convites nao faltam. hoje eu iria dormir numa casa alheia onde eu foiaria com uma amiga assustada, escondidos de baixo das mantas, do lado das almofadas, sem mofarnos de nada, perseguimos a distancia.
ergo o copo de leite de soja com café de cereais e toco com o silencio do brinde o outro copo de vinho. algum vinil se arranha e um menino desamparado, devaneia sobre onde se encontra a televisao, enquanto há televisao tudo bem. o menino ergue o copo de guaraná e se encontra com o brinde do outro foiando e olhando pela janela, na escuridao tao perto e tao longe flocos de neve anunciam uma possibilidade arrepiante de passado, tudo passa tao depressa, menino, rapaz, moço, colega
sarvesh - 11/11/2004 1:09:44
Grupo Poro
Caros amigos,
Nós do grupo Poro - interferências em arte e desgin acabamos de colocar nosso site no ar: http://poro.redezero.org
Nele estão as intervenções urbanas que realizamos, textos, papéis de parede para download e seção de links com uma seleção especial de sites sobre arte e ativismo.
No dia 20 de abril, terça-feira, estaremos fazendo um café de lançamento do site. Vai acontecer no espaço em frente ao D.A. da Escola de Belas Artes da UFMG, em BHte, MG, às 10h da manhã. Gostaríamos de convidar todos a comparecerem e, mesmo quem não puder estar no lançamento, que conheçam o site.
forte abraço,
Grupo Poro
http://poro.redezero.org
email: grupoporo@yahoo.com.br
Belo Horizonte, Brasil
sarvesh - 11/05/2004 16:31:27
¡BRASIL EN LOS ESTADOS UNIDOS!
Al final no son todos los días que un brasileño les
da una buena y
educadísima patada a los estadounidenses. Durante
un debate en
una Universidad, en Estados Unidos, le preguntaron
al
ex-gobernador del Distrito Federal y actual
Ministro de Educación,
CRISTOVÃO BUARQUE, que pensaba sobre la
internacionalización de la
Amazonia.
El joven estadounidense introdujo su
pregunta diciendo
que esperaba una respuesta de un humanista y no de
un brasileño.
Esta fue la respuesta del Sr. Cristóvão Buarque:
"Realmente, como
brasileño sólo hablaría en contra de la
internacionalización de la
Amazonia. Por más que nuestros gobiernos no cuiden
debidamente ese
patrimonio, él es nuestro. Como humanista,
sintiendo el riesgo de
la degradación ambiental que sufre la Amazonia,
puedo imaginar su
internacionalización, como también de todo lo demás
que es de suma
importancia para la humanidad.
Si la Amazonia,
desde una ética
humanista, debe ser internacionalizada,
internacionalicemos
también las reservas de petróleo del mundo entero.
El petróleo es
tan importante para el bienestar de la humanidad
como la Amazonia
para nuestro futuro. A pesar de eso, los dueños de
las reservas
creen tener el derecho de aumentar o disminuir la
extracción de
petróleo y subir o no su precio. De la misma
forma, el capital
financiero de los países ricos debería ser
internacionalizado.
Si
la Amazonia es una reserva para todos los seres
humanos, no se
debería quemar solamente por la voluntad de un
dueño o de un país.
Quemar la Amazonia es tan grave como el desempleo
provocado por
las decisiones arbitrarias de los especuladores
globales.
No
podemos permitir que las Reservas financieras
sirvan para quemar
países enteros en la voluptuosidad de la
especulación. También,
antes que la Amazonia, me gustaría ver la
internacionalización de
los grandes museos del mundo. El Louvre no debe
pertenecer sólo a
Francia. Cada museo del mundo es el guardián de las
piezas más
bellas producidas por el genio humano. No se puede
dejar que ese
patrimonio cultural, como es el patrimonio natural
amazónico, sea
manipulado y destruido por el sólo placer de un
propietario o de
un país. No hace mucho tiempo, un millonario
japonés decidió
enterrar junto con él, un cuadro de un gran
maestro. Por el
contrario, ese cuadro tendría que haber sido
internacionalizado.
Durante este encuentro, las Naciones Unidas están
realizando el
Foro del Milenio, pero algunos presidentes de
países tuvieron
dificultades para participar debido a situaciones
desagradables
surgidas en la frontera de los EE.UU. Por eso, creo
que Nueva
York, como sede de las Naciones Unidas, debe ser
internacionalizada. Por lo menos, Manhatan debería
pertenecer a
toda la Humanidad. De la misma forma que París,
Venecia, Roma,
Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife; cada
ciudad, con su
belleza específica, su historia del mundo, debería
pertenecer al
mundo entero.
Si EE.UU. quiere internacionalizar
la Amazonia,
para no correr el riesgo de dejarla en manos de los
brasileños,
internacionalicemos todos los arsenales nucleares
de EE.UU. Basta
pensar que ellos ya demostraron que son capaces de
usar esas
armas, provocando una destrucción miles de veces
mayor que las
lamentables quemas realizadas en los bosques de
Brasil.
En sus
discursos, los actuales candidatos a la presidencia
de los Estados
Unidos han defendido la idea de internacionalizar
las reservas
forestales del mundo a cambio de la deuda.
Comencemos usando esa
deuda para garantizar que cada niño del Mundo tenga
la posibilidad
de COMER y de ir a la escuela. Internacionalicemos
a los niños
tratándolos a todos ellos sin importar el país
donde nacieron,
como patrimonio que merece los cuidados del mundo
entero. Mucho
más de lo que se merece la Amazonia.
Cuando los
dirigentes
traten a los niños pobres del mundo como Patrimonio
de la
Humanidad, no permitirán que trabajen cuando
deberían estudiar,
que mueran cuando deberían vivir. Como humanista,
acepto defender
la internacionalización del mundo. Pero, mientras
el mundo me
trate como brasileño, lucharé para que la Amazonia
sea nuestra.
¡Solamente NUESTRA!
OBS: ESTE ARTÍCULO FUE
PUBLICADO EN EL NEW
YORK TIMES/ WASHINGTON POST, TODAY y en los mayores
diarios de
EUROPA y JAPÓN. En BRASIL y el resto de
Latinoamérica este
artículo no fue publicado. Ayúdenos a divulgarlo.
sarvesh - 11/05/2004 16:31:27
¿Quao longe pode ir o ego? :)
sarvesh - 11/05/2004 16:31:27
Marx, o Groucho
é a única alternativa viável para os meus amigos aborrecidos, que já buscaram a fama e a fortuna nos segredos de todos os pensadores e filósofos (que nao sao o mesmo como parece) do mercado. Recomendo Groucho Marx como uma vovó que oferece biscoitinho com café com leite, ou como a aeromoça que sorri e pergunta se tudo vai bem -- se alguém conhece alguma aeromoça dessas por favor diga-me onde porque até hoje eu só vi aeromoças impacientes que quase te enforcam quando voce pede outro copo de água depois do jantar. Bom , eu estou generalizando né, é que a última viagem de aviao que eu fiz foi pra Moscow :) . Voltando ao Marxismo do Groucho, é sem dúvida o melhor, ou pelo menos o mais engraçado. Ele no lugar daquela aeromoça, como mínimo te daria além do copo de água dois ovos cozidos... em lugar de dois poe tres. tudo isso acaba em que o princípio segue vivente, a alegria é a prova dos nove!
sarvesh - 11/02/04 13:31:23
Ao Renato
muito grato, Negrao, por seus comentários sobre o aldeia Global, sao muito bem vindos. Nesta viagem solitária que levo por caminhos escolhidos nao tao ao acaso, ao perder minha identidade com a língua natal, ao nadar norepentimento, traduzindo pensamentos que se transformam em atos diante do meu nariz, é como um copo de água no deserto ouvir (ou ler) a sua voz, delicada, serena e verdadeira, como a lamina de uma peixeira empunhada por um samurai. Faço pública essas idéias porque falam também de minha nova proposta nesse site. É necessário propor! Portanto, aproveitando as vantagens on-line, antes que se acabem, quero fazer um diário de bordo desta viagem, e que seja mais verdadeiro que a escrita instantanea do Kerouac e menos pretensioso também. Pouco a pouco vou vendo o horizonte da arte contemporanea como um universo de carteiras bem fechadas que circulam por aí, divulgando conceitos. Pois tenho minha carteira bem controlada no bolso esquerdo e como "outrem" estou abrindo e distribuindo tudo o que tenho nelas. Ou invertindo, nao sei. Entretanto me perco por aqui, pra me encontrar, como quem passa pelo buraco da agulha. Deve ser o meu estoicismo. Outro dia li que o Bernard Shaw teve que operar um pé e ficar dezesseis meses sem pisar no chao por amarrar o sapato com muita força. Nao sei o que isso tem a ver com aquilo, em todo caso, já é um bom motivo para eu ir de sandália. mais uma vez muito grato!
sarvesh - 11/02/04 13:13:22
obrigado por voltar.
Afinal, a aldeia é global,
circunflexa
e os pontos que a formam
são os que nos une.
suave
brilho de pedra
chão.
sutil
raio de luz
trovão.
sereno
impermeável
sabor de orvalho
tranquilo
andar no
deseto
flor amarela.
Daniel Pagão.
sarvesh - 11 /12/2003 - 14:54:18
EconomiaHá duas semanas participei de um curso de economia organizado pelo movimento ATTAC, onde se falou do papel do terceiro mundo na economia mundial, das transnacionais, das multinacionais, da bolsa de valores e das possíveis soluçoes para o nó da situaçao atual. O curso foi grátis e o professor Arcadi Oliveres, da Universidade Autonomica de Catalunya clarificou estes e outros temas, de forma simples e bem humorada. E admito com algo de vergonha, que só agora entendo o que é a bolsa de valores. Depois deste curso , voltei a por em prática uma antiga idéia que é a Bolsa dos Valores, um lugar na internet, onde cada um possa publicar cotaçoes do que quiser e assim poder-mos observar melhor a economia. Os convido a visitar a
Bolsa dos Valores e compartilhar comigo este experimento social.
sarvesh - 10/03/04 15:55:30
OshoOsho é um dos mais conhecidos e polemicos gurus da década de 70. E digo é, porque suas palavras estao bem vivas. Às vezes busco recordar a mim mesmo, através de sua fala.
www.osho.comsarvesh - 10/03/04 15:49:08
Todas as palavras estao aí...
No dicionário. O mestre dos mestres! Todas as soluçoes acompanhadas dos seus respectivos problemas. Diferentes pontos de vista sobre qualquer tema.
Nesse novo ano - que bobagem - podemos elegir o que dizer e o que calar. Podemos semear palavras e colher a realidade. Assim todas as pessoas felizes tem caminhado pela vida, regando umas, arrancando outras.
Resulta que o melhor sólo para palavras é o silencio, e cada dia é mais difícil encontrar silencios férteis. Podemos adubar frágeis silencios com o sorriso salgado das ondas do mar ou com a serena luz das estrelas.
Podemos enriquecer silencios fracos com humildades em orvalho e fortalecer a plantaçao dos jardins do nosso vocabulário com o sol dos que em silencio, nao calam.
sarvesh - 10/01/04 18:46:53
Que mono
Un grupo de científicos metió a cinco monos en una jaula, en cuyo
centro había una escalera y, sobre ella, un montón de bananas.
Cuando un mono subía la escalera para coger las bananas, los
científicos lanzaban un chorro de agua fría sobre los que quedaban en
el suelo.
Después de algún tiempo, cuando un mono iba a subir la escalera los
otros lo golpeaban. Pasado algún tiempo más, ningún mono intentaba
subir la escalera, a pesar de la tentación de las bananas. Entonces,
los científicos sustituyeron a uno de los monos.
Lo primero que hizo fue intentar subir la escalera, siendo rápidamente
atajado por los otros, quienes le pegaron.
Después de algunas palizas, el nuevo integrante del grupo ya no subió
más la escalera. Un segundo mono fue sustituido, y ocurrió lo mismo.
El primer sustituto participó con entusiasmo de la paliza al novato,
era el que más fuerte pegaba. Un tercero fue cambiado y se repitió el
hecho.
Finalmente, los científicos sustituyeron a los dos veteranos que aún
quedaban. De este modo, los científicos se quedaron con un grupo de
cinco monos que, aunque nunca recibieron un baño de agua fría,
continuaban golpeando a aquél que intentase llegar a las bananas.
Si hubiera sido posible preguntar a algunos de ellos por qué le
pegaban a quien intentase subir la escalera, con certeza la respuesta
habría sido:
"No sé, las cosas siempre se han hecho así aquí....".
¿Te suena conocido? Por eso una buena parte de la Humanidad acepta las
reglas sin preguntarse nada y es oprimida sin más...
No pierdas la oportunidad de pasar esta historia a tus amigos, para
que, de una u otra manera, se pregunten por qué nos están golpeando y
no respondemos, por qué estamos haciendo las cosas de una manera, si a
lo mejor podríamos hacerlas de otra.
"ES MÁS FÁCIL DESINTEGRAR UN ÁTOMO QUE UN PREJUICIO"
ALBERT EINSTEIN
sarvesh - 07/07/2004 16:39:00
Hai Ku
ume sakedo
uguisu nakedo
hitori kana
Flora el ciruelo
y canta el ruiseñor,
pero estoy solo.
sarvesh - 03/06/2004 19:31:12
Hai Ku
umi kurete
kamo no koe
honoka ni shiroshi
Noche marina:
la voz del pato
es vagamente blanca
sarvesh - 03/06/2004 19:31:12
Nick DrakeOlha que beleza de disco!
Nick DrakeO nome Drake sempre me lembra dragao, nao sei porque! :)
sarvesh - 03/06/2004 18:18:07
Bashō
Matsuo Bashō (松尾 芭蕉,1644 - 28 de noviembre de 1694), era el pseudónimo de Matsuo Munefusa, poeta japonés generalmente considerado como uno de los escritores más importantes del shogunato Tokugawa, y recordado hoy en día por haber llevado el haiku a sus más altas cotas.
Nació en Ueno, cerca de Kyoto, y de pequeño le llamaban Kinsaku. Adquirió el sobrenombre de Bashō, que significa "planta de banano", en la década de 1680 cuando se recluyó en una choza junto a un banano. Era hijo de un samurai de rango bajo, y en un principio trabajó al servicio de un señor local, Todo Yoshitada. Fue entonces cuando comenzó a escribir poesía pero se mudó a Edo (hoy Tokyo) cuando su amo murió en 1666, donde adquirió una gran reputación como poeta y crítico.
Fue Bashō quien transformó el haiku de un mero verso cómico, a menudo escrito como alivio cómico ligero a una forma seria impregnada del espíritu del budismo zen. De hecho, muchos de sus haiku eran las tres primeras líneas de renga más largos (que algunos críticos consideran su mejor obra) y no haikus aislados, aunque han sido compilados y publicados solos muchas veces. Su trabajo sirvió de gran inspiración a escritores posteriores como Kobayashi Issa y Masaoka Shiki.
Bashō viajó mucho durante su vida y muchos de sus escritos narran sus experiencias como trotamundos. Su libro Oku no Hosomichi (奥の細道, El estrecho camino a través del norte profundo) que, escrito el año de su fallecimiento, generalmente se considera su mejor trabajo, es un ejemplo de esto. En él, las descripciones en prosa están puntuadas de haikus por los que hoy en día es mayormente conocido.
Bashō murió en 1694 en Osaka.
sarvesh - 03/06/2004 18:18:07
Hai Ku
ochi kochi ni
taki no oto kiku
wakaba kana
Acá y allá
escuchan la cascada
jóvenes hierbas
sarvesh - 03/06/2004 18:18:07
Hai Ku
chiru hana o
oikakete yuku
arashi kana
Va persiguiendo
pétalos de cerezo
la tempestad.
sarvesh - 03/06/2004 18:18:07